Economia
BPI propôs fusão ao BCP
O BPI "remeteu ao Presidente do Conselho de Administração Executivo" do BCP uma proposta de "fusão do Banco Comercial Português, S.A. com o Banco BPI, S.A.". A proposta "não constitui uma oferta de aquisição de acções deste Banco, nem um convite à apresentação de propostas de alienação dessas mesmas acções".
Para ser concretizada, a "operação a que se refere essa proposta pressupõe (...) que seja formado um acordo entre os órgãos de administração dos dois Bancos quanto ao projecto de fusão e, posteriormente, que esse projecto seja aprovado pelas assembleias gerais de accionistas dos mesmos Bancos".
A operação é anunciada em comunicado enviado à CMVM, acompanhado de cópia da carta, que "têm por destinatário exclusivo o Conselho de Administração Executivo do Banco Comercial Português".
O BPI é actualmente o maior accionista do BCP, detendo directa e indirectamente 8,87 por cento do capital, e também a Caixa Geral de Depósitos (CGD), com 2,26 por cento, se conta entre os accionistas com participações qualificadas.
A Eureko é o segundo maior accionista, com 7,07 por cento, e Joe Berardo tem 5,97 por centro através da Fundação e da Metalgest, a Teixeira Duarte tem 5,13 por cento, a Sonangol 4,98 por cento, a JP Morgan 4,11 por cento, o espanhol Sabadell 3,99 por cento, a EDP 2,94 por cento, a Sogema 2,70 por cento, o banco Privado português 2,50 por cento, a SFGP-Investimentos, de Goes Ferreira, 2,17 por cento, o fundo de pensões do próprio BCP tem 2,16 por cento, a UBS 2,14 por cento, a Investifino 2,03 por cento e o Fundo de Pensões EDP 1,41 por cento.
Oferta é de 0,5 acções do BPI por cada título do BCP e o banco tem de responder até 15 de Novembro
O BPI oferece meia acção sua por cada acção do BCP na proposta de fusão por incorporação que hoje fez chegar à administração do banco concorrente, tendo esta até 15 de Novembro para dizer se aceita.
A relação de troca é de que a cada acção do BCP [que vale 3,19 euros hoje no mercado] corresponderão 0,5 acções do Banco BPI [6,51 euros era a cotação hoje], segundo os termos da proposta.
A denominação do futuro banco proposta é Banco Millennium BPI, aproveitando portanto a marca com que o BCP trabalha.
Já a estrutura da administração e da fiscalização a adoptar, se a fusão avançar, é mais próxima da que vigora no BPI, ou seja, Conselho de Administração alargado, no âmbito do qual existiria uma Comissão de Auditoria e Controlo Interno, Conselho Fiscal e ROC.
Junção dos dois bancos já tinha sido aprovada pela Concorrência, com 4 condições
A Autoridade da Concorrência já tinha analisado e concordado com a junção entre o BCP e o BPI, quando o primeiro lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o segundo, mas impôs quatro condições.
Essas condições, divulgadas a 1 de Março deste ano, incluíam a venda de 60 balcões e a alienação de parte da carteira conjunta [BCP mais BPI] do crédito a PME.
Neste sentido, o banco agora liderado por Filipe Pinhal aceitou o compromisso de diligenciar no sentido de promover a transferência dos centros de empresas do BPI para as sucursais de um conjunto de clientes empresariais e de créditos associados representando um volume de crédito total de 450 milhões de euros, o que equivale a cerca de 20 por cento da carteira conjunta.
Outra imposição da autoridade presidida por Abel Mateus era a de uma taxa máxima nas comissões a cobrar na transferência de crédito e a criação de um rede de "acquiring" [transacções com cartões bancários] concorrente à da Unicre, saindo da estrutura accionista desta.
Em conjunto, o BCP e o BPI detêm 47,32 por cento do capital social da Unicre.
Estas eram as condições consideradas essenciais para minimizar os efeitos da concentração dos dois bancos.
Na altura, os especialistas contactados pela agência Lusa consideraram que os compromissos assumidos pelo BCP para a Autoridade da Concorrência não se opor ao seu projecto de concentração com o BPI eram razoáveis mas, sobretudo, corrigiam situações existentes.
O Banco Comercial Português (BCP) anunciou a 13 de Março o lançamento de uma OPA sobre a totalidade do capital social do Banco BPI.
A AdC foi notificada da operação a 31 de Março e iniciou o processo de análise que passou a fase de investigação aprofundada a 14 de Julho, por considerar que a operação era "susceptível, à luz dos elementos recolhidos, de criar ou reforçar uma posição dominante da qual possam resultar entraves significativos à concorrência".
O regulador terá tido dúvidas em 16 mercados, dos 61 mercados analisados.
A operação é anunciada em comunicado enviado à CMVM, acompanhado de cópia da carta, que "têm por destinatário exclusivo o Conselho de Administração Executivo do Banco Comercial Português".
O BPI é actualmente o maior accionista do BCP, detendo directa e indirectamente 8,87 por cento do capital, e também a Caixa Geral de Depósitos (CGD), com 2,26 por cento, se conta entre os accionistas com participações qualificadas.
A Eureko é o segundo maior accionista, com 7,07 por cento, e Joe Berardo tem 5,97 por centro através da Fundação e da Metalgest, a Teixeira Duarte tem 5,13 por cento, a Sonangol 4,98 por cento, a JP Morgan 4,11 por cento, o espanhol Sabadell 3,99 por cento, a EDP 2,94 por cento, a Sogema 2,70 por cento, o banco Privado português 2,50 por cento, a SFGP-Investimentos, de Goes Ferreira, 2,17 por cento, o fundo de pensões do próprio BCP tem 2,16 por cento, a UBS 2,14 por cento, a Investifino 2,03 por cento e o Fundo de Pensões EDP 1,41 por cento.
Oferta é de 0,5 acções do BPI por cada título do BCP e o banco tem de responder até 15 de Novembro
O BPI oferece meia acção sua por cada acção do BCP na proposta de fusão por incorporação que hoje fez chegar à administração do banco concorrente, tendo esta até 15 de Novembro para dizer se aceita.
A relação de troca é de que a cada acção do BCP [que vale 3,19 euros hoje no mercado] corresponderão 0,5 acções do Banco BPI [6,51 euros era a cotação hoje], segundo os termos da proposta.
A denominação do futuro banco proposta é Banco Millennium BPI, aproveitando portanto a marca com que o BCP trabalha.
Já a estrutura da administração e da fiscalização a adoptar, se a fusão avançar, é mais próxima da que vigora no BPI, ou seja, Conselho de Administração alargado, no âmbito do qual existiria uma Comissão de Auditoria e Controlo Interno, Conselho Fiscal e ROC.
Junção dos dois bancos já tinha sido aprovada pela Concorrência, com 4 condições
A Autoridade da Concorrência já tinha analisado e concordado com a junção entre o BCP e o BPI, quando o primeiro lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o segundo, mas impôs quatro condições.
Essas condições, divulgadas a 1 de Março deste ano, incluíam a venda de 60 balcões e a alienação de parte da carteira conjunta [BCP mais BPI] do crédito a PME.
Neste sentido, o banco agora liderado por Filipe Pinhal aceitou o compromisso de diligenciar no sentido de promover a transferência dos centros de empresas do BPI para as sucursais de um conjunto de clientes empresariais e de créditos associados representando um volume de crédito total de 450 milhões de euros, o que equivale a cerca de 20 por cento da carteira conjunta.
Outra imposição da autoridade presidida por Abel Mateus era a de uma taxa máxima nas comissões a cobrar na transferência de crédito e a criação de um rede de "acquiring" [transacções com cartões bancários] concorrente à da Unicre, saindo da estrutura accionista desta.
Em conjunto, o BCP e o BPI detêm 47,32 por cento do capital social da Unicre.
Estas eram as condições consideradas essenciais para minimizar os efeitos da concentração dos dois bancos.
Na altura, os especialistas contactados pela agência Lusa consideraram que os compromissos assumidos pelo BCP para a Autoridade da Concorrência não se opor ao seu projecto de concentração com o BPI eram razoáveis mas, sobretudo, corrigiam situações existentes.
O Banco Comercial Português (BCP) anunciou a 13 de Março o lançamento de uma OPA sobre a totalidade do capital social do Banco BPI.
A AdC foi notificada da operação a 31 de Março e iniciou o processo de análise que passou a fase de investigação aprofundada a 14 de Julho, por considerar que a operação era "susceptível, à luz dos elementos recolhidos, de criar ou reforçar uma posição dominante da qual possam resultar entraves significativos à concorrência".
O regulador terá tido dúvidas em 16 mercados, dos 61 mercados analisados.