Brasileira maior produtora mundial minimiza impactos do embargo

São Paulo, 30 Jan (Lusa) - O grupo brasileiro JBS-Friboi, o maior produtor mundial de carne bovina, minimizou hoje os prejuízos que poderá sofrer o sector, a partir de quinta-feira, com o embargo à importação imposto pela União Europeia (UE) ao Brasil.

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Em comunicado, a JBS-Friboi recordou que já esta semana se havia antecipado a uma possível decisão da UE sobre os novos requisitos sanitários impostos ao produto, que até agora nenhuma empresa exportadora brasileira cumpre, segundo o comissário europeu para a Saúde, Markos Kyprianou.

O grupo pretendia exportar para a Europa, em 2008, apenas 25 por cento do volume total vendido ao exterior no ano anterior, meta que tentará cumprir com outras estratégias e mercados, refere a agência EFE.

De acordo com a produtora,"outros países absorvem parte do volume que seria destinado para a Europa e o excedente será destinado ao mercado interno".

Em contrapartida, com a subida dos preços na Europa, as filiais do grupo na Argentina, Austrália e Estados Unidos vêem-se beneficiadas.

Também a carne bovina industrializada, que não tem qualquer tipo de restrições, irá beneficiar com o aumento da sua procura.

Para 2008, a JBS-Friboi calcula um crescimento de 117 milhões de reais (cerca de 99,6 milhões de dólares) sobre o EBITDA (resultados antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações), valores previstos antes de serem conhecidas as novas medidas europeias.

A previsão da facturação líquida, considerando o desempenho das outras três unidades externas do negócio, é de 25.500 milhões de reais (cerca de 14,358 milhões de dólares).

Em Dezembro passado, o grupo adquiriu a empresa Inalca, a maior produtora de carne bovina da Europa e que se destina a mercados como os de África e Rússia.

Ainda em Dezembro, os países da UE decidiram impor condições mais restritas na entrada de carne de vaca brasileira, perante as deficiências detectadas pelos inspectores europeus no sistema de saúde e saneamento no Brasil.

Entre as condições impostas pela UE, destaca-se a obrigação de permanência dos animais, num mínimo de 40 dias, em explorações autorizadas antes da matança.

As restrições europeias obrigam também a que todas essas explorações autorizadas estejam registadas no sistema nacional de identificação de gado.


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