Brisa adquire participação em empresa de inspecção veículos por 8,9 ME

São Paulo, Brasil, 10 Fev (Lusa) - A Brisa adquiriu uma participação de 10 por cento na Controlar, empresa brasileira de inspecção de veículos, por 26 milhões de reais (8,9 milhões de euros), noticia hoje o jornal Valor Económico.

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A aquisição foi feita em parceria com a concessionária de auto-estradas CCR, participada da Brisa, que investiu outros 121 milhões de reais (41,4 milhões de euros) por 45 por cento da Controlar.

A empresa Controlar detém a concessão pública para realização de inspecções ambientais obrigatórias nos quase cinco milhões de automóveis da cidade de São Paulo até 2018.

"Não há financiamento nesse negócio. A aquisição está alinhada com nosso objectivo de diversificação em áreas ligadas ao nosso negócio principal, que é a concessão de rodovias", afirmou o presidente da CCR, Renato Vale.

O Valor Económico destaca, entretanto, que "uma série de condições precedentes precisa ser cumprida para que o pagamento seja efectuado e a transferência das acções e do controlo da empresa sejam repassados".

A principal condição é a aprovação do negócio pela Prefeitura de São Paulo, responsável pela concessão da inspecção veicular a uma empresa privada, por meio de concurso público, em 1996.

A Brisa detém em Portugal a maior empresa de inspecção veicular, a Controlauto, que actua há cerca de 15 anos com a realização de cerca de um milhão de veículos vistoriados por ano.

A legislação ambiental de São Paulo determina a realização de uma inspecção este ano para cerca de dois milhões de veículos fabricados entre 2003 a 2008.

Em 2010, todos os veículos da maior cidade brasileira serão obrigados a realizar a inspecção que custa 52 reais (17,80 euros).

Criada em 1998, a CCR, participada em 17,9 por cento pela Brisa, é uma das líderes do sector no Brasil, com seis concessionárias, num total de 1.455 quilómetros de auto-estradas.

A CCR tem 28,9 por cento de seu capital no mercado bolsista e o controlo é dividido entre os grupos brasileiros Andrade Gutierrez, Camargo Correa e Serveng-Civilsan e a Brisa.

MAN.

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