Cabaz alimentar sobe pela terceira semana consecutiva para 255,97 euros

Cabaz alimentar sobe pela terceira semana consecutiva para 255,97 euros

O tomate chucha, o pão de forma sem côdea e o atum posta em óleo vegetal foram os produtos com maiores aumentos de preços na última semana, segundo as contas da DECO.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
RTP (arquivo)

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu pela terceira semana consecutiva, fixando-se nos 255,97 euros, informou esta quarta-feira a associação de defesa do consumidor.

Depois de ter subido 0,52 euros na semana anterior (255,26 euros), “o cabaz alimentar monitorizado pela Deco Proteste, organização de defesa do consumidor, custa esta semana 255,97 euros, o que representa um aumento de 0,72 cêntimos face à semana anterior”, lê-se na informação divulgada.

A cesta alimentar inclui carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe.

Entre outros, são considerados produtos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.

Entre 09 e 12 de setembro, o tomate chucha registou um aumento de 18% para 2,68 euros por quilograma, o pão de forma sem côdea subiu 11% para os 2,61 euros e o atum posta em óleo vegetal registou um acréscimo de 9% para os 1,61 euros, os produtos com maiores aumentos de preços.

Em declarações à RTP Antena 1, Nuno Figueiredo lembra que, apesar de ser um ligeiro aumento, cerca de 70 cêntimos, a subida faz toda a diferença se comparado com os preços praticados no início do ano. 

No início do ano, para comprar o mesmo cabaz composto por 63 produtos, os consumidores gastavam menos 14,15 euros (menos 5,85%).

Segundo a Deco Proteste, há um ano, era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 15,59 euros (menos 6,49%).

Já no início de 2022, era possível gastar menos 68,27 euros (uma diferença de 36,37%).


Nuno Figueiredo enumera os produtos mais caros.

Em relação ao ano passado, a maior subida percentual de preço verificou-se em produtos como o carapau (30% custando atualmente 5,82 euros por quilograma), o bacalhau graúdo (29% atualmente 20,06 euros por quilograma), e o robalo (27% atualmente 10,35 euros por quilograma).

Desde 05 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (117% para 12,62 euros por quilograma), o bacalhau graúdo (89% para 20,06 euros por quilograma) e a couve-coração (89% para 1,87 euros).
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