Economia
Cabral dos Santos indicado pela CGD para a administração da PT
Depois da polémica criada à volta do nome de Fernando Teixeira dos Santos, a Caixa Geral de Depósitos optou por soluções internas para preencher os dois lugares a que tem direito na administração da Portugal Telecom. José Pedro Cabral dos Santos, que até agora era diretor da secção Grandes Empresas e administrador da Caixa Banco de Investimento, sobe agora à administração da CGD, ao mesmo tempo que se prepara para assumir o papel de representante do banco estatal na empresa de telecomunicações.
Na guerra “dos Santos”, Cabral bateu Teixeira. O mesmo é dizer que na dança das cadeiras da PT a política parece ter levado a melhor. A indicação do ex-ministro das Finanças para os órgãos sociais da empresa, avançada na passada sexta-feira pelo Diário Económico, contou com a oposição vincada de vários membros do Governo de coligação, em especial do lado do CDS-PP. Segundo a edição de sábado do jornal i, Paulo Portas e Paula Teixeira da Cruz insurgiram-se no Conselho de Ministros contra o nome sugerido por Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, e aprovado pelo presidente da Caixa, Faria de Oliveira.
E nem o apoio de Vítor Gaspar, que salientava as competências técnicas de Teixeira dos Santos e os elogios tecidos pelo economista à implementação das medidas do memorando da troika, foi suficiente para trazer o ex-ministro de Sócrates de volta a um cargo público.
Com o nome de Teixeira dos Santos descartado na sexta-feira à tarde, surge em cena José Pedro Cabral dos Santos, que de acordo com a edição de hoje do Jornal de Negócios já tinha sido abordado para assumir a administração da CGD há cerca de duas semanas, cargo que começou por recusar. A saída de Jorge Tomé para a direção do Banif deixou a vaga em aberto, bem como a representação da Caixa na PT, uma vez que Tomé se demitiu da direção não-executiva da telefónica a 29 de fevereiro.
Além de Cabral dos Santos, a CGD irá nomear um outro administrador para a Portugal Telecom, para substituir Francisco Bandeira. A decisão deve ser conhecida ainda esta segunda-feira após a reunião do Conselho de Administração do banco. O Negócios avança como o nome do atual administrador financeiro da Caixa, João Nuno Palma como a hipótese mais provável para o cargo.
A lista dos 23 nomes que compõem os órgãos sociais da PT não deverá sofrer mais alterações além das respeitantes ao banco do Estado. Assim, tudo indica que nos próximos três anos Zeinal Bava seguirá como presidente-executivo da empresa de telecomunicações e que Henrique Granadeiro vai manter-se como chairman. Os acionistas da PT reúnem-se em assembleia-geral no próximo dia 27 de abril para votar a proposta. A Caixa Geral de Depósitos detém 6,23 por cento do capital da PT.
E nem o apoio de Vítor Gaspar, que salientava as competências técnicas de Teixeira dos Santos e os elogios tecidos pelo economista à implementação das medidas do memorando da troika, foi suficiente para trazer o ex-ministro de Sócrates de volta a um cargo público.
Com o nome de Teixeira dos Santos descartado na sexta-feira à tarde, surge em cena José Pedro Cabral dos Santos, que de acordo com a edição de hoje do Jornal de Negócios já tinha sido abordado para assumir a administração da CGD há cerca de duas semanas, cargo que começou por recusar. A saída de Jorge Tomé para a direção do Banif deixou a vaga em aberto, bem como a representação da Caixa na PT, uma vez que Tomé se demitiu da direção não-executiva da telefónica a 29 de fevereiro.
Além de Cabral dos Santos, a CGD irá nomear um outro administrador para a Portugal Telecom, para substituir Francisco Bandeira. A decisão deve ser conhecida ainda esta segunda-feira após a reunião do Conselho de Administração do banco. O Negócios avança como o nome do atual administrador financeiro da Caixa, João Nuno Palma como a hipótese mais provável para o cargo.
A lista dos 23 nomes que compõem os órgãos sociais da PT não deverá sofrer mais alterações além das respeitantes ao banco do Estado. Assim, tudo indica que nos próximos três anos Zeinal Bava seguirá como presidente-executivo da empresa de telecomunicações e que Henrique Granadeiro vai manter-se como chairman. Os acionistas da PT reúnem-se em assembleia-geral no próximo dia 27 de abril para votar a proposta. A Caixa Geral de Depósitos detém 6,23 por cento do capital da PT.