Caixa Geral de Depósitos quer captar investimentos para Portugal e países em que tem representação

Caracas, 27 Fev (Lusa) - A Caixa Geral de Depósitos está interessada em captar e apoiar os investimentos de empresas de Caracas, como a estatal Petróleos da Venezuela S. A. (PDVSA), para Portugal e países em que dispõe de escritórios de representação, disse à Lusa Gonçalo Gaspar, da Divisão de Relações Internacionais.

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"A Caixa está em 22 países. Podemos ajudar as empresas venezuelanas que desejem exportar ou investir em países onde a Caixa está presente", disse aquele quadro.

Por outro lado, adiantou que em reuniões que manteve com responsáveis governamentais explicou que "a Caixa, na condição de banco atlântico e até presente na Ásia, pode perfeitamente apoiar empresas como a PDVSA, em investimentos que queiram fazer noutros países".

Gonçalo Gaspar integra a delegação empresarial que acompanha a visita do Secretário de Estado do Comércio português, Fernando Serrasqueiro, à Venezuela para negociar pormenores do acordo comercial a assinar entre Portugal e a Venezuela.

"Estamos a trabalhar com estas empresas (que enviaram representantes a Caracas) e também com o governo português no sentido de criar mecanismos que possam servir para amparar ou confortar os empresários que exportam para a Venezuela", disse Gonçalo Gaspar.

Explicou que "o trabalho dos exportadores (portugueses) é vender um bom produto" e o da Caixa Geral de Depósitos é fazer com "que não haja riscos na exportação dos produtos".

"É sobretudo fazer a assessoria financeira destas empresas, no que elas necessitarem, quer em termos de contactos, quer em termos apoio de mercado local, porque a Caixa tem cá um escritório. Estamos cá há mais de dez anos", sublinhou.

"Queremos que estas empresas estejam confiantes. Estamos a trabalhar com as autoridades venezuelanas para criar os tais mecanismos que possam de alguma forma confortar as empresas portuguesas que queiram exportar para cá", adiantou.

Sobre o acordo que Lisboa e Caracas prevêem assinar, Gonçalo Gaspar explicou que "em termos de números a Venezuela exporta actualmente mais de 200 milhões de euros ano para Portugal, em produtos derivados do petróleo e Portugal exporta cerca de 17 milhões. Há aqui um desequilíbrio enorme e se pretende reequilibrar essa balança comercial".

"Há uma coincidência de interesses (entre Lisboa e Caracas). A Venezuela tem áreas que necessitam de ser devidamente atendidas como a distribuição de alimentos e temos aqui empresas do sector agro-alimentar", referiu.

Em contrapartida Caracas fornecerá material energético a Lisboa.

Quanto à possibilidade de reforçar a presença da Caixa Geral de Depósitos em Caracas, cidade onde os bancos portugueses têm apenas escritórios de representação, explicou que "em função da evolução das relações económicas, que se pretende cada vez mais forte, avaliaremos as oportunidades que se colocam".

"Com 17 milhões de euros/ano de exportações não se justifica estarmos a fazer um `up-grade` da nossa presença sem que haja uma massa crítica em termos de negócios, de investimentos e de exportações para ter uma presença maior do que o escritório".

Por outro lado explicou que os escritórios da Caixa Geral de Depósitos em Caracas estão sobretudo orientados para "o apoio à comunidade lusa local e ao o relacionamento que têm com Portugal".

FPG.

Lusa/Fim


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