Câmara cede terreno a empresa chinesa que quer investir 221 ME em fábrica de pilhas
Beja, 03 Abr (Lusa) - A Câmara de Beja vai ceder um terreno a uma empresa chinesa que quer instalar uma fábrica de produção de pilhas na cidade, num investimento de 221 milhões de euros, que poderá criar 580 postos de trabalho.
A fábrica, um projecto da High Power Green Batteries (HPGB), poderá nascer na zona de expansão norte de Beja para produzir 100 milhões de pilhas por ano, destinadas à exportação.
O protocolo de cedência do terreno para a instalação da fábrica foi assinado esta semana entre o município e a HPGB, disse hoje à Lusa o vereador da autarquia Miguel Ramalho.
O terreno, até seis hectares, vai ser cedido em direito de superfície e por um período de 50 anos, precisou o autarca, acrescentando que a empresa chinesa irá pagar "um preço simbólico de 2,5 euros por metro quadrado".
"A cedência do terreno e a respectiva escritura pública estão condicionadas ao licenciamento do projecto e à devida autorização para a instalação e laboração da fábrica pelas entidades competentes", frisou Miguel Ramalho.
A partir da celebração do contrato de cedência do terreno, a HPGB dispõe de oito anos para construir a fábrica, que deverá ser instalada em três fases.
Durante o primeiro ano, a HPGB terá que apresentar o projecto de construção da fábrica e, depois deste aprovado, terá outro ano para avançar com as obras.
Na primeira fase de instalação da unidade, a HPGB prevê investir seis milhões de euros e criar 80 postos de trabalho.
Na segunda fase, num investimento de 15 milhões de euros, serão criados 200 postos de trabalho, e, na terceira fase, a HPGB prevê investir 200 milhões de euros e criar os últimos 300 postos de trabalho, disse Miguel Ramalho.
Além dos 580 novos postos de trabalho, que "serão preenchidos com mão-de-obra nacional", frisou o autarca, a HPGB vai deslocar para Beja "cerca de 40 técnicos" da empresa.
Por seu lado, o município compromete-se a assegurar as infra-estruturas de acesso, de esgotos e de abastecimento de energia e de água à fábrica.
Segundo o presidente do município, Francisco Santos, a HPGB quer "aproveitar as potencialidades" do futuro aeroporto de Beja como "suporte de distribuição das pilhas produzidas".
Além da "mais-valia de criar postos de trabalho", Francisco Santos destacou a "importância" da fábrica chinesa para "atrair outros projectos" e "viabilizar o aeroporto de Beja", que deverá estar operacional até final deste ano.
LL.
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