Câmara da Sertã contabiliza 30 milhões de euros de prejuízos
Os prejuízos causados pelo mau tempo no concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco, ascendem aos 30 milhões de euros (ME), revelou hoje a Câmara Municipal.
"Foi uma grande devastação no concelho da Sertã. Por contabilizar estão ainda os prejuízos na agricultura e floresta. Dado tratar-se de um concelho eminentemente florestal, a julgar pela destruição visível, os danos são imensos", afirmou, em comunicado enviado à agência Lusa, o presidente do município, Carlos Miranda.
O autarca explicou que o município da Sertã finalizou e submeteu já à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro o levantamento dos prejuízos num total de 30 milhões de euros.
Este trabalho envolveu várias equipas municipais que percorreram o território do concelho e decorreu ao longo de duas semanas.
"Deste modo, foram inventariados os prejuízos provocados em equipamentos e infraestruturas municipais [cerca de 11 ME], edifícios de instituições particulares de solidariedade social, coletividades e religiosos [1,7 ME], património cultural [742 mil euros], equipamentos e edifícios das juntas e uniões de freguesias [234 mil euros]", lê-se na nota.
Segundo a autarquia, a estes valores soma-se a estimativa de cerca de 9,5 ME de prejuízos no parque habitacional do concelho da Sertã e 7,5 ME de prejuízos nas empresas do concelho já contabilizados.
Contudo, o município salientou que os levantamentos nas empresas ainda prosseguem, prevendo-se um valor final superior.
"A reconstrução irá demorar algum tempo, dependendo quer do montante dos apoios governamentais, quer da celeridade com que sejam atribuídos", vincou Carlos Miranda.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem sucessiva das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias foram as principais consequências materiais das tempestades, que afetaram sobretudo as regiões do Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.