Câmara de Sernancelhe permite arrendamento no novo parque empresarial
Sernancelhe, 05 fev (Lusa) -- A Câmara de Sernancelhe vai permitir aos empresários o arrendamento de pavilhões no novo parque empresarial de Ferreirim, de modo a que não deixem de aí se instalar por falta de condições financeiras para a aquisição.
Há cerca de um ano, com o parque empresarial ainda por concluir, a Câmara tinha já dado um incentivo aos empresários, oferecendo-lhes 50% na compra de frações já com pavilhões construídos.
Agora, "atendendo à situação de crise atual, quem não reunir condições financeiras que permitam a aquisição, tem sempre a possibilidade de arrendar, variando os valores das rendas entre os 245,70 euros (para uma área de 540 metros quadrados) e os 540,21 euros (para uma área 2.833 metros quadrados)".
Em comunicado, a autarquia refere que, com as obras de construção dos lotes concluídas e várias empresas já instaladas, o parque empresarial apresenta "uma localização privilegiada e condições únicas para os empresários".
Exemplifica com o caso de um pavilhão que custou ao município 154.578,39 euros e que ficará a 77.289,20 euros para um empresário que o adquira e que cumpra os critérios estabelecidos no regulamento.
"Se optar pela renda de uma destas frações, o custo mensal rondará os 257.90 euros", acrescenta.
Neste âmbito, a autarquia considera que o parque empresarial de Ferreirim - que tem capacidade para cerca de duas dezenas de empresas - "é uma oportunidade única, já que, para além do baixo investimento, o risco para quem empreende é controlado".
"Dificilmente um empresário poderia, em qualquer parte do país, construir um pavilhão por um preço tão reduzido e muito menos começar a laborar em condições tão especiais como a Câmara Municipal possibilita", considera.
Mesmo antes de estar concluído, este parque, que está localizado perto das Estradas Nacionais 226 e 229 e das autoestradas A24 e A25, recebeu empresas do ramo automóvel, do ramo agrícola e da construção civil. Brevemente, começarão atividades ligadas ao fabrico de materiais para a construção.
Segundo a autarquia, "a criação de condições para se poderem acolher empresas obrigou a um investimento superior a 2,5 milhões de euros".
O parque empresarial situa-se numa região que vive sobretudo da atividade agrícola, é considerada das mais deprimidas economicamente no país e não tem conseguido segurar pessoas e valores.