Câmara de Viseu aprovou concurso público para 1.700 lugares de estacionamento

A Câmara de Viseu aprovou hoje o lançamento de um concurso público internacional para a construção e concessão dos lugares públicos e parques de estacionamento atuais e futuros da cidade, que no total terão cerca de 1.700 lugares.

Lusa /

No final da reunião do executivo camarário, o seu presidente, Almeida Henriques, explicou aos jornalistas que o contrato de concessão terá um valor previsto de 9,25 milhões de euros e representará "investimento zero por parte do município".

"A concessão abrange de forma integrada as funções de construção e manutenção, gestão, exploração e fiscalização de 1.667 lugares de estacionamento, 799 dos quais em parques", explicou, acrescentando que "315 são novos e relativos à construção dos parques de estacionamento junto ao funicular, no logradouro da Rua Silva Gaio e na Avenida Capitão Silva Pereira".

Segundo o autarca, os mais de nove milhões de euros serão "financiados exclusivamente pela empresa vencedora do concurso, que assumirá os encargos de investimento e ainda contrapartidas" que revertem a favor do município.

"O mínimo que terá de existir é meio milhão de euros à cabeça, que nos permite adquirir os edifícios do logradouro, e depois 20% da receita bruta da operação. Será a oferta mínima que aceitaremos neste concurso", frisou.

Almeida Henriques disse que o município quer "aumentar e melhorar a oferta de estacionamento na cidade de Viseu, mas sobretudo contribuir para uma mobilidade mais sustentável e amiga das pessoas e para a melhoria do ambiente urbano".

Para tal, é necessária esta "gestão integrada e inteligente de todo o sistema de estacionamento da cidade", considerou.

O concurso tem como exigências a realização de obras de requalificação dos parques de estacionamento de Santa Cristina, do Mercado 21 de Agosto e do hospital velho.

"O futuro contrato de concessão prevê ainda a instalação de um sistema de gestão eletrónico que permita a monitorização em tempo real da utilização dos parques e lugares públicos de estacionamento", acrescentou.

Almeida Henriques explicou que a instalação de um sistema de gestão eletrónica exigirá que todos os parcómetros sejam novos, "porque têm de ser compatibilizados com a Via Verde e com pagamento através de telemóvel", entre outras funcionalidades.

Haverá também um serviço de atendimento telefónico 24 horas para assistência aos utilizadores e o sistema de iluminação de todos os parques de estacionamento será requalificado com a adoção de tecnologia LED, acrescentou.

O autarca garantiu que este concurso prevê "uma política amiga dos residentes", porque a intenção é "facilitar o acesso ao centro, diminuir o número de carros que lá circulam, conjugando isto depois com o novo sistema de mobilidade de transportes", mas sem "empurrar as pessoas para fora da cidade".

Apesar de se tratar de um concurso "muito exigente", Almeida Henriques estimou que em janeiro possa entrar na fase de análise de propostas.

"Espero que no segundo semestre do próximo ano já seja possível adjudicar à empresa vencedora e iniciar a partir daí todo o investimento necessário, o que aponta para o objetivo que eu tenho definido de, no primeiro semestre de 2018, podermos ter já um resultado prático desta política do estacionamento", frisou.

Assim que todas as condições estiverem criadas, será fechado o trânsito nas quatro praças do centro histórico, que "passam só a ser acessíveis para quem lá reside ou tenha atividade económica".

Nessa altura, o centro histórico "já terá de estar dotado do transporte não poluente, já terão que estar construídas as ciclovias que permitirão circular em bicicleta", tudo no âmbito "do plano de mobilidade e dentro do conceito de cidade inteligente", acrescentou.

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