Campos e Cunha espera que carta de compromisso seja apenas espelho do DEO

O antigo ministro das Finanças Luís Campos e Cunha espera que a carta de compromisso a assinar entre o Governo português e o Fundo Monetário Internacional espelhe apenas o que está previsto no Documento de Estratégia Orçamental (DEO).

Sandra Henriques /

Foto: Antena1

“Espero que essa carta de intenções não seja mais do que o espelho do que está no DEO. Não se pode anunciar numa quarta ou quinta-feira um DEO e haver 15 dias depois uma carta de intenções ao Fundo Monetário Internacional que seja diferente ou que vá para além do que está no DEO, não fazia sentido”, refere Campos e Cunha em entrevista ao jornalista da Antena 1 Nuno Rodrigues.

O professor universitário lembra que o DEO “é um documento a quatro anos e 15 dias depois não se pode alterar as medidas que estão num documento a quatro anos. Se for para além disso eu ficaria surpreendido, e era criar mais incerteza nos mercados, mais incerteza para os investidores, e certamente isso não ajudaria à recuperação económica”, alerta.

O economista não acredita que haja mudanças substanciais no IRS entre 2014 e 2015, afirmando que não há condições para baixar o imposto no próximo ano. Ainda assim, Campos e Cunha aposta na reversão das medidas excecionais.
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