Capitalização bolsista da Altri sobe 183,8% num ano

A capitalização bolsista da Altri subiu 183,8 por cento desde que está cotada na Euronext Lisboa, ou seja, há cerca de um ano e uma semana.

Agência LUSA /

A Altri, que começou a negociar na bolsa portuguesa dia 1 de Março de 2005, passou a agrupar os activos industriais do grupo Cofina - Celulose do Caima, Vista Alegre Atlantis e F. Ramada - na sequência da cisão destes do grupo liderado por Paulo Fernandes.

Na primeira sessão, as acções da Altri encerraram nos 1,11 euros, preço que avaliava a empresa em 56,9 milhões de euros.

Hoje, a `holding` fechou a cotar a 3,15 euros, e a valer 161,5 milhões de euros, montante que é 183,8 por cento superior ao que a empresa registou no dia de estreia no mercado português.

Ao longo do último ano a empresa beneficiou de recomendações positivas e de um grande interesse dos investidores no título.

Logo na primeira semana em bolsa foi o sexto título mais negociado na Euronext Lisboa.

Recebeu a primeira recomendação, de compra, do Millennium bcp investimento, que lhe atribuía um preço-alvo de 2,10 euros.

Um mês após estar cotada partilhava, com a Mota-Engil, os dois primeiros lugares da lista de espera do PSI 20.

Com o interesse dos investidores do título a continuar evidente e expresso numa boa liquidez, a Altri conseguiu entrar para o principal índice da bolsa portuguesa na revisão semestral ordinária do índice decidida em Junho e tornada efectiva na primeira sessão de Julho.

A expectativa de entrada no PSI 20 e depois a sua confirmação impulsionaram o título ao longo de várias semanas.

Em Agosto a empresa anuncia uma emissão obrigacionista de 21,5 milhões de euros para investir e reestruturar dívida.

Em Setembro, a Altri continuou a divulgar várias notícias para o mercado, nomeadamente a redução da participação da Vista Alegre - que continuou nos meses seguintes (em Janeiro tinha 9,99 por cento do capital social) -, a aquisição da restante participação na Celulose do Caima e a acordo com a Energias de Portugal para a compra de 50 por cento da EDP Bioeléctrica.

Este negócio recebeu "luz verde" da Autoridade da Concorrência em Janeiro deste ano.

Entretanto, o título começou a ser alvo de várias notas de `research`.

Em Outubro, o Millennium bcp investimento reiterou a recomendação de compra, subindo o preço-alvo para 3,20 euros.

Em Novembro é a vez de UBS e Caixa BI iniciarem a cobertura do título com recomendações de compra e preços-alvo de 3,05 e 3,80 euros, respectivamente.

A UBS, no final do mês, sobe a avaliação para 3,30 euros por acção e em Dezembro volta a rever o preço-alvo em alta para 3,60 euros.

A primeira recomendação de venda aparece em Janeiro por parte do BPI, após as sucessivas valorizações do título para valores já acima dos 3 euros.

O banco de investimento atribuiu um preço-alvo de 2,20 euros para a Altri, fazendo o título corrigir significativamente em baixa.

Nos últimos dias, o anúncio da proposta à assembleia-geral (31 de Março) para efectuar um `split`, passando o valor nominal das acções de 0,50 para 0,25 euros, visando aumentar a liquidez, e para a autorização de um eventual aumento de capital até aos 35 milhões de euros animaram o título.

Além disso, a expectativa de bons resultados, conhecidos hoje após o fecho, estiveram também atrair investidores para o papel.

A Altri lucrou 13 milhões de euros no ano passado, segundo as contas da empresa, hoje divulgadas.

Nos 10 meses de 2005 em que as operações industriais estiveram autonomizadas, o lucro ascendeu a 10,6 milhões de euros, em linha com as estimativas os 10,8 milhões de euros da média das estimativas dos analistas consultados pela Lusa.

As acções da Altri encerraram hoje na Euronext Lisboa a cair 1,56 por cento, para 3,15 euros.


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