Economia
Carlos Costa garante que resolução sobre BES foi tomada a 1 de agosto
O governador do Banco de Portugal garantiu esta quarta-feira que só a 1 de agosto é que foi confrontado com a questão do Banco Espírito Santo. Carlos Costa, que foi ouvido na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, considerou ainda que a saída de Vítor Bento da liderança do Novo Banco é “normal”. Porque houve uma alteração de circunstâncias.
“Faço um desmentido formal de que tenha havido qualquer decisão antes do início da tarde de 1 de agosto. Porque até ao final do dia 31 de julho era o prazo limite para a administração do Banco Espírito Santo apresentar uma solução e havia várias opções possíveis”, afirmou o governador do Banco de Portugal onde foi ouvido na sequência de um requerimento do Bloco de Esquerda.
Segundo Carlos Costa, “só quando fomos confrontados ou tivemos a possibilidade de discutir qual era a solução, ou opção viável, tendo em conta o tempo e a complexidade da situação é que pudemos decidir”.
Aos deputados, o governador do Banco de Portugal explicou que não podia tomar a decisão sozinho e que tinha de ter o aval dos “colegas governadores”, porque se tratava de manter “o estatuto de contraparte e para manter o estatuto de contraparte era necessário que todas as partes estivessem de acordo”.
“E chamo a atenção que a decisão nesse momento era uma decisão entre duas opções. Uma opção era a liquidação e outra era a resolução, dado que as outras opções por complexidade, manifestação de vontade e tempo já não eram compatíveis com a manutenção do estatuto de contraparte”, acrescentou.
Saída de Vítor Bento
Na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, o governador do Banco de Portugal considerou normal que Vítor Bento se tenha demitido do Novo Banco, porque era contra a venda rápida da instituição.
“O doutor Vítor Bento esforçou-se e, depois de uma grande dedicação, houve um momento em que considerou que não era a pessoa adequada para continuar com o processo”, frisou.
“Não podemos forçar ninguém, apesar de todo o apreço que tenho pelo doutor Vítor Bento, foi um processo absolutamente dialogado”, sublinhou Carlos Costa.
“O que se passou é normal. Ele aceitou e ficamos reconhecidos, mas depois considerou que não era adequado continuar”, acrescentou o governador, remetendo para Vítor Bento mais explicações sobre a sua demissão.
Para o governador do Banco de Portugal, “é natural que o Conselho de Administração do Novo Banco achasse que, com mais tempo, poderia fazer um trabalho diferente”. No entanto, “o estatuto do banco é muito claro sobre a natureza transitória do acionista”.
Os três gestores do Novo Banco defenderam no comunicado de saída que não saíam "em conflito com ninguém, mas apenas porque as circunstâncias alteraram profundamente a natureza do desafio" com base no qual aceitaram a missão em meados de julho.
No entanto, Carlos Costa considera que "era muito importante" que Vítor Bento "tivesse aceitado continuar" à frente do Novo Banco.
Segundo Carlos Costa, “só quando fomos confrontados ou tivemos a possibilidade de discutir qual era a solução, ou opção viável, tendo em conta o tempo e a complexidade da situação é que pudemos decidir”.
Aos deputados, o governador do Banco de Portugal explicou que não podia tomar a decisão sozinho e que tinha de ter o aval dos “colegas governadores”, porque se tratava de manter “o estatuto de contraparte e para manter o estatuto de contraparte era necessário que todas as partes estivessem de acordo”.
“E chamo a atenção que a decisão nesse momento era uma decisão entre duas opções. Uma opção era a liquidação e outra era a resolução, dado que as outras opções por complexidade, manifestação de vontade e tempo já não eram compatíveis com a manutenção do estatuto de contraparte”, acrescentou.
Saída de Vítor Bento
Na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, o governador do Banco de Portugal considerou normal que Vítor Bento se tenha demitido do Novo Banco, porque era contra a venda rápida da instituição.
“O doutor Vítor Bento esforçou-se e, depois de uma grande dedicação, houve um momento em que considerou que não era a pessoa adequada para continuar com o processo”, frisou.
“Não podemos forçar ninguém, apesar de todo o apreço que tenho pelo doutor Vítor Bento, foi um processo absolutamente dialogado”, sublinhou Carlos Costa.
“O que se passou é normal. Ele aceitou e ficamos reconhecidos, mas depois considerou que não era adequado continuar”, acrescentou o governador, remetendo para Vítor Bento mais explicações sobre a sua demissão.
Para o governador do Banco de Portugal, “é natural que o Conselho de Administração do Novo Banco achasse que, com mais tempo, poderia fazer um trabalho diferente”. No entanto, “o estatuto do banco é muito claro sobre a natureza transitória do acionista”.
Os três gestores do Novo Banco defenderam no comunicado de saída que não saíam "em conflito com ninguém, mas apenas porque as circunstâncias alteraram profundamente a natureza do desafio" com base no qual aceitaram a missão em meados de julho.
No entanto, Carlos Costa considera que "era muito importante" que Vítor Bento "tivesse aceitado continuar" à frente do Novo Banco.