Carlos Silva garante que falta ao encontro de sindicatos por questões de agenda

O secretário-geral da UGT assegura que é apenas por questões de agenda que não vai participar no encontro de 19 estruturas sindicais independentes e outras afetas à UGT e à CGTP para discutir a defesa da Segurança Social pública. De resto, Carlos Silva deixa elogios à iniciativa que junta em Lisboa no próximo sábado sindicatos de professores, médicos, estivadores e trabalhadores dos têxteis.

Sandra Henriques /

Foto: Alice Vilaça/Antena1

“O facto de haver sindicatos independentes, sindicatos da UGT e da CGTP que entenderam numa organização conjunta discutir a matéria da Segurança Social, acho que não faz mal à saúde do país, pelo contrário. É uma forma de demonstrar que o movimento sindical está vivo, atuante e acima de tudo reflexivo, que é o que importa aqui enaltecer”, afirma Carlos Silva à Antena 1.

Confrontado pelo jornalista João Vasco com o facto de ter declinado o convite para participar, o dirigente da central sindical alega que vai estar no mesmo dia “num compromisso já assumido anteriormente num congresso da tendência social-democrata no Algarve”. “Já estava marcado há bastante tempo, e por isso quando fui convidado pela organização para poder participar disse de imediato que não tinha condições de o fazer”, esclarece.

A notícia da realização do encontro de Lisboa foi avançada esta manhã pelo jornal Público, que ouviu um dos organizadores do encontro explicar que a ideia inicial era envolver a UGT e a CGTP na ação. Carlos Trindade contou que acabaram por chegar à conclusão de que seria impossível ter as duas cúpulas no debate, devido à divergência de opiniões entre as direções das duas centrais sindicais.

Contactado esta manhã pela Antena 1, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, respondeu que não vai comentar a iniciativa deste grupo de sindicatos.

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