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Carlos Silva promete bater-se contra retroatividade no cálculo das pensões

Carlos Silva promete bater-se contra retroatividade no cálculo das pensões

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, considera que há soluções que são desastrosas e por isso promete lutar contra a convergência das fórmulas de cálculo do setor público com as da Segurança Social, com efeitos retroativos.

Sandra Henriques /

Foto: Miguel A Lopes/Lusa

“Há soluções que, não sendo milagrosas, são exatamente o contrário, são desastrosas. Com o devido respeito há aqui duas questões. O Tribunal Constitucional se calhar vai ter que se pronunciar. Em segundo lugar, isso põe em causa um sentido de confiança que os cidadãos têm com o Estado. Vieram com uma expetativa de carreira ao final da sua vida para a reforma, tiveram uma reforma atribuída”, afirma Carlos Silva.

À entrada para o primeiro encontro formal com o secretário-geral da CGTP, Carlos Silva critica esta hipótese: “Agora o governo quer andar a rapar para trás, mas o bom senso deveria obrigar os governantes a pôr um travão a determinado tipo de tentativas. É uma tentativa espúria da parte do governo, com o devido respeito, pese embora o peso do adjetivo. Não é aceitável e bater-nos-emos contra isso”.

Esta reação surge depois de o Diário Económico ter avançado que as pensões dos atuais reformados da Função Pública vão sofrer um corte médio de 10 por cento e que o executivo vai fazer convergir as fórmulas de cálculo do setor público com as da Segurança Social, com efeitos retroativos.

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