Carneiro acusa Governo de esconder saldo da Segurança Social para não aumentar pensões

O líder do PS acusou hoje o Governo de ter pretendido "esconder o saldo da Segurança Social" para não subir permanentemente as pensões mais baixas e de ter aumentado a carga fiscal em 6,8% até novembro de 2025.

Lusa /

Na reta final da sua intervenção no debate quinzenal de hoje, e numa altura em que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, já tinha esgotado o seu tempo de intervenção, José Luís Carneiro trouxe o tema do saldo da Segurança Social, referindo que o Governo tinha posto no Orçamento do Estado "apenas mais de 90 milhões de euros do que no ano anterior". 

"O que é certo é que, no debate parlamentar, o senhor primeiro-ministro e o ministro das Finanças admitiram que, afinal, o saldo poderia ser superior a 400 milhões de euros. Pois, muito bem, com os resultados de novembro de 2025, já verificamos que o saldo é superior a 1.457 milhões de euros", apontou.

Segundo o lider do PS, isto mostra que o Governo quis "esconder o saldo da Segurança Social para não aumentar as pensões mais baixas que propôs o Partido Socialista".

"O senhor recusou uma proposta sustentável, estruturada, para poder utilizar a conta-gotas um instrumento de atribuição de suplementos extraordinários para, com isso, utilizar este instrumento de forma eleitoralista. E nós estaremos sempre no combate e na denúncia a essa instrumentalização dos mais idosos para fins políticos e para fins eleitorais", acusou. 

Antes, no debate, Carneiro tinha trazido a questão dos impostos e referiu que, se forem usados os mesmos critérios que o PSD, na oposição usava para criticar os governos do PS aumento de impostos, então pode concluir-se "que até novembro de 2025 o Governo aumentou a carga fiscal em 6,8%". 

"Eu entendo a explicação para a atualização do valor do ISP, entendo também a explicação para o aumento ou para a atualização do valor sobre o custo construtivo, mas aquilo que tem que assumir nesta Assembleia é a coragem para quando tem que fazer essas atualizações, não as negar aqui na nossa frente e as faça nas nossas costas", enfatizou.

Na resposta, Montenegro disse que esperava de Carneiro "um registo de maior seriedade".

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