Economia
Casas ficam mais caras, mas vendem-se menos em Portugal
Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que em 10 dos 24 municípios analisados, os preços aumentaram a um ritmo mais rápido do que no trimestre anterior. Algarve, Lisboa, Setúbal, Porto e Madeira continuam a ser as regiões com o preço das casas mais caras.
No segundo trimestre deste ano, foram vendidas 37.854 habitações. São menos 9% do que no mesmo período do ano passado.
A título de exemplo, por cada metro quadrado de uma casa vendida, o valor mediano pago foi de 2.445 euros. Numa habitação com 100 metros quadrados, por exemplo, isso corresponderia a 244.500 euros.
Apesar da subida expressiva, os preços estão a aumentar a um ritmo ligeiramente mais lento.
No primeiro trimestre deste ano, a subida homóloga tinha sido de 19,8%. No segundo trimestre, passou para 18,4%. Ou seja, as casas continuam a ficar mais caras, mas o ritmo de crescimento dos preços abrandou.
Preços sobem em todo o país
A subida dos preços foi registada nas 26 sub-regiões do país analisadas pelo INE, embora com diferenças significativas.
No entanto, as regiões mais caras continuam a ser a Grande Lisboa, o Algarve, a Península de Setúbal, a Madeira e a Área Metropolitana do Porto.
Em 10 dos 24 municípios analisados, os preços aumentaram a um ritmo mais rápido do que no trimestre anterior.
Loures destacou-se, com uma aceleração de 9,7 pontos percentuais, seguido de Matosinhos, com 9,5 pontos percentuais.
Em sentido contrário, Guimarães registou a maior desaceleração: a taxa de variação homóloga diminuiu 13,4 pontos percentuais. Lisboa e Porto também apresentaram abrandamentos, de 8,9 e 5,4 pontos percentuais, respetivamente.
A quebra de 9% nas vendas mostra que foram realizadas menos transações do que um ano antes, embora a análise do INE não avança com explicações das razões dessa diminuição.
Compradores estrangeiros pagam mais
Os dados mostram também diferenças nos preços consoante o domicílio fiscal de quem compra casa.