Casinos de Macau iniciaram Ano da Serpente com quebra de 3,9% da receita bruta

Macau, China, 19 fev (Lusa) -- Os casinos de Macau iniciaram o Ano Lunar da Serpente com menos 3,9% de receita bruta, sobre a qual recaem impostos diretos de 35%, que constituem a principal receita da Administração local, disseram à Lusa fontes do setor.

Lusa /

Nos primeiros sete dias do novo ano lunar, de 10 a 16 de fevereiro, as receitas brutas dos casinos locais ascenderam a cerca de 7.200 milhões de patacas (674,4 milhões de euros) contra 7.500 milhões de patacas (702,5 milhões de euros ao cambio atual) apurados nas comemorações de 2012, explicaram fontes de operadores de jogo a trabalhar em Macau.

As mesmas fontes referiram que só após o terceiro dia do Ano da Serpente é que os casinos começaram a registar receitas brutas "normais", já que os primeiros três dias do ano são dedicados à família e às celebrações daquela que é a maior e mais importante festa das famílias chinesas.

"É normal que os primeiros dias sejam fracos e percebe-se que logo a seguir às principais celebrações os casinos voltaram à atividade normal com fortes receitas e com todos os dias acima dos mil milhões de patacas", disse uma fonte da Sands China, que opera em Macau os dois maiores casinos do mundo, o Venetian e o Sands.

Até 17 de fevereiro, os casinos locais tinham registado receitas brutas de cerca de 14.000 milhões de patacas (1.311,4 milhões de euros).

Em fevereiro de 2012, os casinos tinham registado uma receita bruta de 24.285 milhões de patacas (2.274,7 milhões de euros ao cambio atual), valor que deverá ser ultrapassado este ano, mas que os operadores não acreditam que seja muito superior.

"Deverá ser um mês com poucas alterações ao que foi apurado em 2012 porque as receitas dos casinos de Macau já são elevadas e não há, neste momento, nenhum espaço novo que possa atrair mais apostadores e que gere uma receita mais elevada", disse uma fonte da Galaxy Macau.

Macau tem seis operadores -- os três concessionários Sociedade de Jogos de Macau, fundada pelo magnata Stanley Ho, a Galaxy Resorts, de interesses de Hong Kong e liderada por Lui Che Woo e a Wynn Resorts, do empresário norte-americano Steve Wynn.

A Sands China, do norte-americano Sheldon Adelson, a Melco Crown, que tem Lawrence Ho, filho de Stanley Ho como um dos líderes, e a MGM Macau, que tem como principal administradora Pansy Ho, também filha de Stanley Ho, são os subconcessionários.

No final de 2012, Macau tinha 35 casinos, 20 dos quais geridos pela Sociedade de Jogos de Macau, e que disponibilizavam 5.485 mesas de jogo e 16.585 `slot machines`.

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