Economia
Centenas de camiões parados em protesto
O protesto das empresas transportadoras contra o aumento dos combustíveis imobilizou centenas de pesados em várias zonas do país e fica desde já marcado por incidentes. Pelo menos oito camiões acabaram apedrejados na A2 e um homem foi atropelado no Carregado.
A acção de protesto, que teve início às 00h00 desta segunda-feira, começou a ganhar expressão no IC2 (antiga Estrada Nacional 1), em Aveiras de Cima. Centenas de camiões encostaram ao longo da via. Cerca das 11h00, a fila de pesados estendia-se já à zona dos depósitos de combustível.
As maiores concentrações de pesados tiveram lugar em Aveiras, São Bartolomeu de Messines, Grândola, Coimbra, Santarém e Leiria.
No Carregado, a Estrada Nacional 3 encontrava-se, durante a manhã, repleta de camiões estacionados na berma, à semelhança do que acontecia no IC2, em Alenquer. Em ambas as estradas, grupos de motoristas impediam, nas rotundas, a marcha de qualquer camião que tentasse furar a paralisação.
Homem atropelado no Carregado
Os primeiros incidentes ocorreram de madrugada na Auto-estrada do Sul (A2). Pelo menos oito camiões foram apedrejados na área de Alcácer do Sal.
Na antiga Nacional 1, em Condeixa-a-Nova, há relatos de agressões também ocorridas durante a madrugada. Mas o incidente mais grave ocorreu na rotunda do Carregado, onde um homem ficou entalado entre um camião e um automóvel ligeiro, no decurso da imobilização de pesados naquele local. O atropelamento, presenciado pelo Corpo de Intervenção da GNR, deu-se quando o camião contornava a rotunda para rumar ao parque de pesados – o condutor não terá visto a vítima ou o automóvel ligeiro. O homem sofreu ferimentos numa perna e foi assistido no local por uma ambulância da Cruz Vermelha.
Na Batalha, um motorista afirmou ter sido agredido por um agente de segurança. Contudo, ao início da tarde, a queixa ainda não havia sido confirmada pela GNR.
Camiões parados por todo o país
A paralisação dos pesados de mercadorias chegou também a Vilar Formoso, com mais de 300 camiões parados. Isto porque em Espanha a greve dos camionistas também teve início às 00h00 e muitos dos camionistas portugueses têm receio de represálias do lado espanhol.
Na região Centro, os piquetes espalhados pelas principais vias, casos do IC2, perto de Coimbra, ou do IP 3, junto a Penacova, obrigaram todos os camionistas a encostar.
Quanto ao Alentejo, a paralisação foi mais sentida em Évora, Beja e na fronteira do Caia.
Em Évora a tarde começou com dezenas de camiões imobilizados à entrada da cidade, que apenas deixavam passar mercadorias urgentes destinadas a serviços de saúde.
”Há coisas que podemos fazer e outras que não podemos fazer”
A partir da Argélia, onde concluiu a II Cimeira Luso-Argelina, o primeiro-ministro, José Sócrates, lançou um apelo ao sector dos transportes rodoviários para que enverede pela via do diálogo com o Governo. Mas deixou também claro que o Governo nada fará que ponha em causa a consolidação orçamental.
“Todos compreendem que não faremos aquilo que não podemos e que prejudicaria o Estado e o país no seu futuro. A nossa atitude é de abertura e de diálogo, com vontade de ajudar, mas com a firme intenção de não colocar em causa as contas públicas e os alicerces em que está assente a economia portuguesa”, disse Sócrates.
“O Governo tem uma grande vontade de diálogo e o nosso apelo é que haja diálogo com a ANTRAM. Esperamos que desse diálogo possa resultar um conjunto de medidas que atenue a situação do sector”, afirmou.
"Há coisas que podemos fazer e outras que não podemos fazer", sublinhou ainda o primeiro-ministro.
A Associação Nacional de Transportadores Públicos e Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) reuniu-se esta tarde com o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, e com a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino; um encontro que decorreu no quadro do “calendário já estabalecido”, segundo uma nota do Ministério citada pela Agência Lusa.
No domingo, o Ministério de Mário Lino – que não viajou para a Argélia por causa da acção de protesto das empresas de transporte – exortava o sector a manter “uma posição responsável e propiciadora do normal prosseghuimento das negociações”.
A paralisação das empresas de transportes, decidida sábado na Batalha, decorre sem o apoio da ANTRAM, que argumenta não estarem esgotadas as negociações com o Executivo.
A decorrer por tempo indeterminado, o protesto pode assumir as formas da imoblização dos camiões ou da realização de marchas lentas.
De acordo com os últimos dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia, o preço do gasóleo rodoviário aumentou de 1,205 euros por litro no início de Janeiro para 1,413 euros no final de Maio, o que corresponde a uma subida de 17,27 por cento.
As maiores concentrações de pesados tiveram lugar em Aveiras, São Bartolomeu de Messines, Grândola, Coimbra, Santarém e Leiria.
No Carregado, a Estrada Nacional 3 encontrava-se, durante a manhã, repleta de camiões estacionados na berma, à semelhança do que acontecia no IC2, em Alenquer. Em ambas as estradas, grupos de motoristas impediam, nas rotundas, a marcha de qualquer camião que tentasse furar a paralisação.
Homem atropelado no Carregado
Os primeiros incidentes ocorreram de madrugada na Auto-estrada do Sul (A2). Pelo menos oito camiões foram apedrejados na área de Alcácer do Sal.
Na antiga Nacional 1, em Condeixa-a-Nova, há relatos de agressões também ocorridas durante a madrugada. Mas o incidente mais grave ocorreu na rotunda do Carregado, onde um homem ficou entalado entre um camião e um automóvel ligeiro, no decurso da imobilização de pesados naquele local. O atropelamento, presenciado pelo Corpo de Intervenção da GNR, deu-se quando o camião contornava a rotunda para rumar ao parque de pesados – o condutor não terá visto a vítima ou o automóvel ligeiro. O homem sofreu ferimentos numa perna e foi assistido no local por uma ambulância da Cruz Vermelha.
Na Batalha, um motorista afirmou ter sido agredido por um agente de segurança. Contudo, ao início da tarde, a queixa ainda não havia sido confirmada pela GNR.
Camiões parados por todo o país
A paralisação dos pesados de mercadorias chegou também a Vilar Formoso, com mais de 300 camiões parados. Isto porque em Espanha a greve dos camionistas também teve início às 00h00 e muitos dos camionistas portugueses têm receio de represálias do lado espanhol.
Na região Centro, os piquetes espalhados pelas principais vias, casos do IC2, perto de Coimbra, ou do IP 3, junto a Penacova, obrigaram todos os camionistas a encostar.
Quanto ao Alentejo, a paralisação foi mais sentida em Évora, Beja e na fronteira do Caia.
Em Évora a tarde começou com dezenas de camiões imobilizados à entrada da cidade, que apenas deixavam passar mercadorias urgentes destinadas a serviços de saúde.
”Há coisas que podemos fazer e outras que não podemos fazer”
A partir da Argélia, onde concluiu a II Cimeira Luso-Argelina, o primeiro-ministro, José Sócrates, lançou um apelo ao sector dos transportes rodoviários para que enverede pela via do diálogo com o Governo. Mas deixou também claro que o Governo nada fará que ponha em causa a consolidação orçamental.
“Todos compreendem que não faremos aquilo que não podemos e que prejudicaria o Estado e o país no seu futuro. A nossa atitude é de abertura e de diálogo, com vontade de ajudar, mas com a firme intenção de não colocar em causa as contas públicas e os alicerces em que está assente a economia portuguesa”, disse Sócrates.
“O Governo tem uma grande vontade de diálogo e o nosso apelo é que haja diálogo com a ANTRAM. Esperamos que desse diálogo possa resultar um conjunto de medidas que atenue a situação do sector”, afirmou.
"Há coisas que podemos fazer e outras que não podemos fazer", sublinhou ainda o primeiro-ministro.
A Associação Nacional de Transportadores Públicos e Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) reuniu-se esta tarde com o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, e com a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino; um encontro que decorreu no quadro do “calendário já estabalecido”, segundo uma nota do Ministério citada pela Agência Lusa.
No domingo, o Ministério de Mário Lino – que não viajou para a Argélia por causa da acção de protesto das empresas de transporte – exortava o sector a manter “uma posição responsável e propiciadora do normal prosseghuimento das negociações”.
A paralisação das empresas de transportes, decidida sábado na Batalha, decorre sem o apoio da ANTRAM, que argumenta não estarem esgotadas as negociações com o Executivo.
A decorrer por tempo indeterminado, o protesto pode assumir as formas da imoblização dos camiões ou da realização de marchas lentas.
De acordo com os últimos dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia, o preço do gasóleo rodoviário aumentou de 1,205 euros por litro no início de Janeiro para 1,413 euros no final de Maio, o que corresponde a uma subida de 17,27 por cento.