Centro de congressos do Europarque passa para o Estado
Redação, 16 fev (Lusa) -- A associação Europarque, detentora do centro de congressos, aprovou hoje um plano de reestruturação, que inclui a dação do centro ao Estado no âmbito de um acordo estabelecido com o Ministério das Finanças.
Em comunicado, a associação criada por "43 associações empresariais e sete instituições bancárias, com o único fim de promover a construção e gerir o referido centro de congressos", explicou que a passagem do Europarque para o Estado integra um "acordo extrajudicial" a ser assinado com o Ministério das Finanças, depois de as instituições que compunham o sindicato bancário terem executado o aval de 35 milhões de euros dado pelo Estado.
"Em causa está todo o complexo do centro de congressos, composto por seis imóveis independentes e respetivas áreas limítrofes, numa extensão total de 18,5 hectares. (...) Nos termos do plano de reestruturação aprovado na assembleia geral, a associação liquidará o remanescente da dívida ao Estado à medida que forem sendo transacionados os terrenos adjacentes ao centro de congressos", adiantou a associação Europarque, referindo-se à estrutura situada em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.
De acordo com o mesmo comunicado, os representantes da Associação Empresarial de Portugal (AEP), que detém 51% da estrutura do Europarque, "reiteraram a sua disponibilidade para apoiar, à luz da experiência acumulada ao longo dos últimos 19 anos, a entidade a quem o Estado entender entregar a gestão do centro de congressos".
Em outubro, o presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, afirmou que o Estado "está disponível para entregar o centro de congressos Europarque a uma entidade gestora a custo quase zero".
Segundo o autarca, a ideia é entregar o equipamento a uma entidade gestora que englobe a Câmara da Feira e a AEP.
Emídio Sousa desafiou hoje a Área Metropolitana do Porto a integrar essa entidade gestora, considerando ser esta uma "oportunidade única de este equipamento passar para o controlo metropolitano".
A AEP reconheceu, em 2011, a impossibilidade em honrar os pagamentos à banca, o que conduziu à execução do aval do Estado.