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CGI da RTP sugere subvenção no OE caso contribuição audiovisual não aumente

CGI da RTP sugere subvenção no OE caso contribuição audiovisual não aumente

O presidente do Conselho Geral Independente (CGI) da RTP, Arons de Carvalho, sugeriu hoje que não sendo possível aumentar a contribuição audiovisual (CAV) o Estado deveria inscrever uma subvenção no Orçamento de Estado.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Se o aumento da CAV não é possível então o Estado deveria responder com uma subvenção inscrita no Orçamento de Estado", afirmou hoje na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito da audição do órgão.

Alberto Arons de Carvalho referiu ainda que a CAV em Portugal, que se fixa hoje nos 3,02 euros, é das mais baixas na Europa: "Porventura 10 vezes menos do que pagam os austríacos".

O aumento da CAV "torna-se impossível de contrariar", afirmou. O presidente acrescentou ainda que o Estado português poderia utilizar como exemplo "alguns países europeus" que "financiam os serviços regionais ou os serviços internacionais".

Relativamente à publicidade, Arons de Carvalho considera legítima a tentativa da estação pública de aumentar as suas receitas por essa via, todavia crê que o desejável seria a RTP não ter intervenção no espaço publicitário.

"Eu penso que a tentativa da RTP de aumentar as receitas publicitárias, que eu creio que é legítima, embora as receitas publicitárias da RTP correspondam a cerca de 10% das receitas total, e está perfeitamente na média europeia, seria um mau sinal para os operadores privados concorrentes", disse.

"Quanto mais a RTP investir na agenda publicitária, nas receitas publicitárias, menos publicidade, menos receitas publicitárias tem a concorrência privada", acrescentou, dizendo que "o desejável, na teoria, seria que a RTP não tivesse intervenção no espaço publicitário".

 

 

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