Economia
CGTP cunha programa de estágios de medida eleitoral
A central sindical acusa o Governo de pretender manipular as estatísticas do desemprego em ano de eleições legislativas.
Foto: Antena1
Arménio Carlos alega que esta situação seria “uma nova oportunidade se porventura por parte da entidade empregadora fosse assumida a responsabilidade de assegurar a integração de uma grande parte desses estagiários nos seus quadros de efetivos”.
“O que se verifica é o inverso. A empresa recebe o dinheiro, praticamente a totalidade do valor que vai pagar ao estagiário, mas ao fim de seis meses o estagiário vai conhecer novamente o regresso ao desemprego e isso não se faz. Isto é brincar com coisas sérias, é brincar com as pessoas”, argumenta.
Ouvido pelo jornalista Nuno Rodrigues, o líder da central sindical sublinha que “o processo eleitoral já começou, e este estágio de seis meses não está desligado do facto de termos eleições provavelmente em setembro”.
“São seis meses para limpar estatísticas, para manipular estatísticas do desemprego e ao fim de seis meses vamos retornar à mesma situação”, prevê, acrescentando que a intenção do Executivo mostra que a qualidade do emprego está a ser degradada com um modelo de baixos salários, trabalho precário e desqualificado.
Este comentário surge depois da notícia de que o Governo pretende lançar um novo plano para combater o desemprego. A ideia é criar um programa de estágios destinado aos desempregados com pelo menos 31 anos que estão inscritos nos centros de emprego há pelo menos 12 meses, incluindo pessoas que estavam inscritas noutros países e que estejam de regresso a Portugal.