CGTP denuncia casos de precariedade laboral que afectam mais de 3.600 jovens

Castelo Branco, 1 Fev (LUSA) - No distrito de Castelo Branco 3.649 jovens encontram-se em situação laboral precária segundo o levantamento hoje apresentado pela Interjovem, estrutura da CGTP-IN, durante a Estafeta Contra a Precariedade.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

O número corresponde a cerca de 36,7 por cento do total de trabalho precário no distrito, "seguindo a média nacional", referiu Marta Ferreira, jovem dirigente sindical.

A Estafeta Contra a Precariedade percorreu diferentes cidades do distrito para denunciar situações em várias empresas.

A acção começou na Covilhã, onde a CGTP estima que existam "76 por cento de trabalhadores precários no centro comercial Serra Shopping", que emprega mais de 700 pessoas, referiu Marta Ferreira, com base no levantamento União de Sindicatos distrital.

Ainda na Covilhã, a estrutura sindical passou pela fábrica de compostos de fruta Frulact, onde, apesar de não divulgar números, alertou para o facto de "a maioria dos trabalhadores serem contratados a termo".

Em Castelo Branco, a denúncia começou na fábrica de componentes automóveis Delphi, "onde dos 750 trabalhadores da empresa, 250 são temporários através de empresas de aluguer de mão de obra", apontou a dirigente.

A iniciativa terminou junto ao call center da Portugal Telecom de Castelo Branco, uma estrutura que "tem cerca de 500 trabalhadores, a maioria a tempo parcial, e só cerca de 30 têm vínculo permanente".

"Nós não somos contra a criação destes postos de trabalho, pelo contrário, só achamos que as empresas podem dar outras condições mais estáveis", sublinhou Marta Ferreira.

"Com esta precariedade, nenhum jovem pode pensar em fazer planos para a sua vida e ter um futuro", lamenta.

No sector público, foi denunciada a situação de precariedade de 26 enfermeiros na Sub-Região de Saúde de Castelo Branco e de outros 70 no hospital da cidade, para além de 210 professores com vínculos precários.

Além de denunciar casos concretos, a Estafeta Contra a Precariedade pretende promover a mobilização para a manifestação nacional de jovens trabalhadores, a 28 de Março, em Lisboa.

"Ao longo o dia distribuimos mil postais, que vão ser entregues ao primeiro-ministro no dia da manifestação", sublinhou Marte Ferreira.

"Em cada postal alusivo a esta luta contra a precariedade, pedimos às pessoas que indiquem a sua situação laboral e os assinem", explica a dirigente, que faz um balanço positivo da Estafeta. "Houve uma grande receptividade a esta acção em todo o distrito", conclui.


PUB