CGTP espera que sucessor de Proença se demarque do acordo assinado pela UGT e do memorando da troika

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, admite que João Proença não vai deixar saudades enquanto líder da UGT por causa do acordo de concertação social que assinou com o governo.

António Jorge /

Foto: Antena1

Em declarações à Antena1, Arménio Carlos refere que João Proença assinou um acordo que representa “um desequilíbrio monumental de relações de trabalho entre os trabalhadores e os empregadores”.

“Este acordo para o crescimento, competitividade e emprego foi um embuste, mas não só. Foi também uma forma de dar cobertura a uma política de desastre económico e social, que colocou os trabalhadores como vítimas de um processo”, acrescenta.

Quanto ao sucessor de João Proença, Arménio Carlos espera que Carlos Silva “associe as palavras aos atos” e se demarque do acordo do qual a CGTP discorda, bem como do memorando da ‘troika’. Arménio Carlos assegura que a sua central sindical está disponível para “aprofundar a unidade na ação”.

(com Sandra Henriques)
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