Última Hora
BCE sobe juros em 25 pontos base pela segunda vez este ano

CGTP quer fixar salário mínimo em 1050 já em 2026

CGTP quer fixar salário mínimo em 1050 já em 2026

A CGTP exige uma subida do salário mínimo nacional para os mil e 50 euros em 2026. Nos últimos anos, a central sindical tem exigido uma subida para os mil euros. Mas o aumento do custo de vida justifica que a reivindicação passe para mil e 50 euros.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Pedro Pina - RTP

De acordo com o documento aprovado hoje, a central sindical considera que os baixos salários continuam a ser "um entrave ao desenvolvimento do país" e denuncia que metade dos trabalhadores ganha 880 euros ou menos.

Desta forma, a CGTP-IN argumenta que, entre as prioridades reivindicativas para 2026, está a necessidade do aumento geral dos salários de, pelo menos, 15 por cento e nunca inferior a 150 euros. 

Exige mesmo a fixação do salário mínimo nacional em 1.050 euros já em janeiro.


A central sindical sublinha que 57 por cento dos assalariados recebem menos de mil euros brutos e que 18,3% vivem apenas com o salário mínimo. 

Deixa ainda claras criticas ao pacote laboral do Governo PSD/CDS, que acusa de "fragilizar ainda mais os direitos", facilitando despedimentos e alargando a precariedade.

Entre as contrapartidas, a CGTP aponta a reposição do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador, a revogação da caducidade da contratação coletiva, a redução do horário semanal para 35 horas sem perda de salário e a reposição dos 25 dias úteis de férias.

Para a central sindical, o aumento dos salários é "urgente, possível e necessário", estimando que a medida custaria menos de 10 mil milhões de euros, valor que compara "com os 33,4 mil milhões de euros apropriados por 1.615 grandes empresas na economia nacional", apontam.

O documento defende também o reforço dos serviços públicos de saúde, educação, segurança social e habitação, bem como medidas de combate à precariedade e de valorização das carreiras e profissões.

Foi marcada para 20 de setembro uma Jornada Nacional de Luta contra o pacote laboral, agendando manifestações no Porto (10:30) e em Lisboa (15:00). Estas concentrações visam exigir ao Governo a retirada das propostas de alteração à legislação laboral. A CGTP considera que está a ser realizado um "ataque generalizado" aos direitos dos trabalhadores.

c/Lusa

Tópicos
PUB