Charutos cubanos com quebras nas vendas

Havana, Cuba, 23 Fev (Lusa) - O fabricante cubano de charutos das marcas Montecristo, Cohiba e Partagas contabilizou 390 milhões de dólares em vendas em 2008, menos três por cento que no ano anterior, revelou hoje a empresa.

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O vice-presidente da Corporação Habanos SA, Manuel Garcia, afirmou que "apesar de ser um ano muito difícil para as empresas em geral e para os produtos de luxo do mundo, o rendimento em 2008 atingiu um valor de aproximadamente 390 milhões de dólares".

O responsável explicou que o valor global da facturação, "mede não só as vendas de charutos premium, feitos à mão, mas todos os produtos vendidos, apesar de representar uma diminuição de cerca de três por cento em comparação com 2007 ", acrescentou.

"O lucro do grupo manteve-se mais ou menos igual ao ano passado", disse o vice-presidente da Corporação Habanos SA., empresa detida a 50 por cento pelo Estado cubano e pela franco-espanhola Altadis, pertencente ao grupo britânico Imperial Tobacco.

O responsável aponta entre as razões para a queda das vendas, "a entrada em vigor das leis que proibem fumar em locais públicos", em grandes mercados como a França, a Alemanha ou os Emirados Árabes Unidos, e os "efeitos das crises internacionais desde o segundo semestre de 2008".

MPC


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