Chave para aumentar competitividade na Europa é inovação
A chave para o aumento da competitividade na Europa é criar uma cultura de inovação nas empresas que já existem em vez de apostar tudo em novos empreendimentos, defendeu hoje o guru da gestão Gary Hamel.
"O verdadeiro desafio da Europa - e a resposta para aumentar a competitividade - é pegar nas empresas que já existem e torná-las inovadoras, em vez de gastar demasiado tempo em novos negócios", explicou o presidente da empresa de consultoria Strategos.
Para Hamel, o segredo está em pôr todos os trabalhadores a pensar em formas de inovar a empresa, em vez de deixar as decisões estratégicas apenas aos quadros de topo.
O autor do best-seller "Competing for the Future" lembrou que a Playstation da Sony foi "invenção de um teimoso engenheiro que não se deu por vencido apesar dos administradores da empresa dizerem que não queriam entrar no mercado dos jogos".
A inovação, entendida como cultura da empresa e não apenas como uma resposta à crise, é a "única forma de uma empresa crescer a longo prazo num mundo em constante e acelerada mudança".
Segundo Hamel, a primeira consequência da Internet - e a sua capacidade para oferecer informação a todos a toda a hora - é uma pressão nos preços.
"Isto significa que a maioria dos ganhos de eficiência das empresas será transferida para os clientes, o que torna ainda mais importante pensar todos os dias em novas formas para reinventar o negócio", explicou.
"Na próxima década, as empresas estarão numa corrida desenfreada para se diferenciarem das concorrentes e manter essa margem competitiva, inovando sempre", previu.
Para superar estas dificuldades, a mudança deve ser uma forma de vida para todas as empresas, concluiu.