China destaca "resiliência" do setor petrolífero apesar do conflito

China destaca "resiliência" do setor petrolífero apesar do conflito

A China destacou hoje a "resiliência" do setor petrolífero face aos riscos da guerra no Irão e garantiu o abastecimento de energia, apoiado no aumento da produção interna, diversificação das importações e controlo temporário dos preços.

Lusa /
Aly Song - Reuters

Citado pelo jornal oficial Diário do Povo, o subdiretor do Departamento Geral da Administração Nacional de Energia da China, Zhang Xing, afirmou que as autoridades reforçaram o setor nos últimos cinco anos para assegurar o fornecimento "em todas as circunstâncias".

Segundo o responsável, a produção de petróleo manteve-se acima de 200 milhões de toneladas anuais, atingindo novos máximos, enquanto a de gás natural registou nove anos consecutivos de crescimento, com aumentos superiores a 10 mil milhões de metros cúbicos por ano.

Zhang destacou ainda o reforço das infraestruturas, com mais de 200.000 quilómetros de oleodutos e gasodutos de longa distância e uma capacidade de receção de gás natural liquefeito superior a 120 milhões de toneladas anuais, bem como uma rede de importações energéticas "mais diversificada".

Pequim tem respondido às "mudanças no ambiente externo" com uma estratégia baseada em "produção estável, importações diversificadas e regulação temporária de preços", visando garantir "a estabilidade da economia" e satisfazer a procura interna, acrescentou.

O bloqueio `de facto` do estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de 20% do petróleo e gás globais antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e das represálias de Teerão, tem afetado sobretudo a Ásia, principal destino dessas exportações.

No caso chinês, a situação naquela rota marítima é particularmente sensível, já que cerca de 45% das importações de petróleo e gás do país passam pelo estreito.

O conflito levou a uma subida dos preços dos combustíveis na China, obrigando as autoridades a intervir temporariamente, embora na semana passada tenha sido registado o primeiro recuo dos preços em 2026.

A China tem condenado os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que defende o respeito pela soberania dos países do Golfo, com os quais mantém relações políticas, comerciais e energéticas estreitas.

 

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