China e países africanos assinam contratos de 1,49 mil ME

A China e uma dezena de países africanos assinaram hoje acordos comerciais no valor de 1,49 mil milhões de euros (1,9 mil milhões de dólares americanos), anunciou hoje o presidente do instituto chinês de promoção do comércio externo.

Agência LUSA /

Os 16 contratos e acordos comerciais assinados entre empresas chinesas e os 10 países africanos compreendem a cooperação nas áreas dos recursos naturai s, infra-estruturas, finanças, tecnologia e comunicações, disse Wan Jifei, o pre sidente do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT, na siga em inglês).

Os acordos foram assinados no final de Conferência de Empresários Chine ses e Africanos, que hoje decorreu em Pequim, no âmbito da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Fórum de Cooperação Sino-Africano (FOCAC), que teve iníci o sábado na capital chinesa e encerra hoje.

A maior parceria sino-africana hoje assinada refere-se, segundo cópia d o acordo distribuída à imprensa, à exploração e produção de alumínio no Egipto, no valor de 737,89 milhões de euros (938 milhões de dólares americanos).

Cabo Verde assegurou também a construção de uma unidade de produção de cimento na ilha de S. Tiago, em Santa Cruz, um investimento chinês no valor de 4 3,2 milhões de euros (55 milhões de dólares americanos).

"Esta conferência conduziu a resultados importantes", afirmou o preside nte do CCPIT durante a cerimónia de assinatura dos acordos, no final da reunião que juntou cerca de 1.800 homens de negócios da China e de África.

Entre outros países a assinar os contratos com empresas chinesas encont ram-se a África do Sul, Sudão, Quénia, Nigéria e Gana.

Não foram, no entanto, assinados contratos petrolíferos, o sector mais importante na relação entre a China e África, que forneceu, em 2005, cerca de 30 por cento do total das necessidades petrolíferas chinesas.

A Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do FOCAC, que durou dois dia s, terminou hoje em Pequim e reuniu os líderes políticos da China e dos 48 paíse s africanos que têm relações diplomáticas com Pequim.

O governo chinês descreveu a reunião como o maior e mais importante enc ontro diplomático desde a fundação da China comunista em 1949.

Criado em 2000, o FOCAC é um mecanismo de diálogo e cooperação do qual fazem parte a China e todos os países africanos com quem Pequim tem relações dip lomáticas.

No sábado, o presidente chinês Hu Jintao, anunciou que a China se vai c omprometer, até 2009, a dobrar o valor da ajuda ao desenvolvimento atribuída a A frica, e conceder a África mais de 3,93 mil milhões de euros (cinco mil milhões de dólares americanos) em empréstimos preferenciais e créditos.

"A China será sempre um bom amigo, um bom parceiro e um bom irmão de Áf rica", afirmou Hu Jintao no discurso de abertura da cimeira do FOCAC.

Com o lema "amizade, paz, cooperação e desenvolvimento", o FOCAC reúne em Pequim 35 chefes de estado, seis primeiros-ministros, um vice-presidente e ou tros altos responsáveis políticos africanos, um dos maiores encontros de governa ntes africanos na história.

O comércio sino-africano apoia-se sobretudo na necessidade chinesa de g arantir o fornecimento seguro de recursos naturais e matérias-primas, incluindo o petróleo (África é a fonte de 30 por cento das importações petrolíferas chines as), minério de ferro, madeira, algodão e minerais, para alimentar o crescimento económico galopante do país.

O comércio entre a China e África foi em 2005 de 31,12 mil milhões de e uros (39,7 mil milhões de dólares americanos) e deverá ultrapassar os 39,1 mil m ilhões de euros (50 mil milhões de dólares americanos) em 2006, dez vezes mais q ue em 1995.

Wen Jiabao, o primeiro-ministro chinês, disse no sábado que a China e Á frica deverão ter como objectivo ultrapassar 78,39 mil milhões de euros (100 mil milhões de dólares) de comércio bilateral até 2010.

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