China Three Gorges quer "tornar-se uma referência mundial"

Pequim, 27 dez (Lusa) - O presidente da China Three Gorges Corporation (CTG), Cao Guangjing, manifestou-se hoje confiante que a entrada no capital da EDP ajudará a sua empresa a tornar-se "uma referência mundial na área das energias renováveis".

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"Escolhemos um parceiro muito bom (...). Com a ajuda da EDP, que é uma empresa muito competitiva, podemos desenvolver a nossa atividade na Europa e noutras partes do mundo. Este é o primeiro passo", disse Cao Guangjing à agência Lusa em Pequim.

Segundo Cao Guangjing, a EDP e a CTG poderão também atuar conjuntamente na China, que definiu como "um mercado enorme", e noutros países asiáticos. "Na Ásia, em especial no sueste asiático, há uma grande procura de eletricidade, o que proporciona uma boa oportunidade para as nossas duas empresas", acrescentou.

Fundada pelo governo chinês em 1993, para construir e gerir o maior complexo hidroelétrico do mundo, a barragem das Três Gargantas, no rio Yangtze, a CTG é considerada uma das mais importantes empresas da China na área das energias renováveis e está envolvida em projetos hidroelétricos em 26 países.

Mas a entrada no capital da EDP, onde a CTG passará a ser o maior acionista, é a sua primeira aquisição na Europa.

"A Three Gorges já é muito conhecido na China mas queremos torná-la a uma referência mundial na área das energias renováveis", disse Cao Guangjing na véspera de partir para Portugal.

O presidente da CTG assinará na sexta-feira em Lisboa o contrato para a compra de 21,35 por cento do capital da EDP, no valor de quase 2,7 mil milhões de euros.

A venda foi anunciada pelo governo português na passada quinta-feira, depois de um concurso a que concorreram mais três empresas: E-On, da Alemanha, e as brasileiras Eletrobras e Ceming.

Além do pagamento das ações, a CTG vai investir 2 mil milhões de euros nos projetos de parques eólicos da elétrica portuguesa até 2015 e comprometeu-se também "a melhorar o perfil de crédito" da empresa através de linhas de crédito de 4 mil milhões de euros junto de bancos chineses.

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