Cimpor negoceia 5,4% do capital em apenas duas sessões

Mais de 5,4 por cento do capital da Cimpor trocou de mãos nas duas últimas sessões de bolsa, o que indicia alterações na estrutura accionista da cimenteira.

Agência LUSA /

Nas primeiras duas sessões da semana, foram negociadas na Euronext Lisboa 36,5 milhões de acções da Cimpor, correspondentes a 5,43 por cento do seu capital.

Este montante foi atingido graças sobretudo à negociação de alguns blocos.

Na segunda-feira, passou um bloco de 15 milhões de acções, enquanto hoje passaram dois, um de 16 milhões ao preço de 4,6 euros por acção e outro, alguns segundos antes, de quatro milhões de títulos, a 4,59 euros por acção.

Hoje, o Credit Suisse First Boston International anunciou que aumentou a sua participação na Cimpor para cerca de 10,5 por cento dos direitos de voto, com a compra de 15 milhões de acções.

Desde a última assembleia geral da cimenteira, a 27 de Abril, a média diária de acções transaccionadas pela Cimpor na Euronext Lisboa mais do que sextuplicou.

Os accionistas aprovaram então o fim da limitação dos direitos de voto dos accionistas privados, por proposta da francesa Lafarge, o que facilita o lançamento de uma oferta de aquisição sobre a empresa.

Os analistas de mercado atribuem a grande liquidez, que deverá continuar, à possibilidade de lançamento de uma oferta, principalmente pela Lafarge, que detém 12,6 por cento do capital.

A Teixeira Duarte, também candidata ao lançamento de uma oferta, detém 10 por cento directamente, e 10 por cento indirectamente, através da Tedal.

O Fundo de Pensões do BCP e a Investifino, de Manuel Fino, dados no mercado como próximos da Teixeira Duarte, detêm respectivamente 10 por cento e 11,3 por cento.

Com 8,8 por cento, a Fundação Berardo, do empresário Joe Berardo, terá um papel de relevo num eventual cenário de oferta pública.

Cerca de 18 por cento do capital da Cimpor encontra-se actualmente disperso.


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