CIP aplaude decisão de construção da barragem do Baixo Sabor

A Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) aplaudiu hoje a decisão do Governo de avançar com a construção da barragem do Baixo Sabor por considerar que dá um novo impulso à realização do programa de aproveitamentos hidroeléctricos.

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"O Governo não só cumpre o que, em devido tempo, estabeleceu como objectivos nacionais para a promoção das energias renováveis e para o melhor aproveitamento dos recursos nacionais, como o faz no sentido certo", refere a CIP, em comunicado.

A Confederação presidida por Francisco Van Zeller realça os efeitos multiplicadores para a indústria e para a economia que resultarão da realização deste programa e que excedem, em muito, a melhoria do perfil energético e da segurança do abastecimento de electricidade.

A construção da barragem terá como efeito a recuperação da actividade no sector da construção e obras públicas e um incremento dos sectores eléctrico e metalomecânico de alta tecnologia, adianta a CIP.

A dinamização dos serviços que acompanham sempre estas realizações e a criação de emprego são outros dos pontos positivos apontados pela Confederação da Indústria.

"A dinamização da actividade destes sectores vitais da economia portuguesa e os efeitos positivos óbvios no emprego por ela induzidos serão um passo firme no sentido da retoma económica", sublinha a CIP.

A Confederação insiste com o Governo para "que prossiga nos rumos agora traçados dentro dos calendários previstos, e sem hesitações".

A barragem traz vantagens que, segundo a CIP, passam pela criação de condições técnicas necessárias para o sistema eléctrico português acomodar os elevados níveis de potência eólica previstos, gestão energética e hídrica do Rio Douro, redução da dependência externa induzida pelas centrais de ciclo combinado a gás natural e contribuição para o cumprimento das metas de emissão de CO2 a que o país se comprometeu.

A apresentação do projecto de construção da barragem do Baixo Sabor, que decorreu hoje com o presença do primeiro-ministro, José Sócrates, põe termo a um processo de uma década e a sua concretização permitirá suportar a meta governamental de ter em Portugal 5.100 megawats de energia eólica até 2012.

O investimento total na Barragem do Sabor deverá ascender a 354 milhões de euros e vai ser integralmente suportado pela EDP, com a ajuda dos fundos de Bruxelas, até 20 por cento do total, apesar de a eléctrica portuguesa ter já referido que o investimento não está dependente do apoio.

O projecto, que vai criar mais de 1.000 empregos na fase da construção e produzir 2.500 gigawatts por hora de energia.

A sua capacidade instalada será de 170 megawatts.

A barragem do Baixo Sabor foi decidida em 1994 para ser construída em 2005, mas o abandono do projecto da barragem no Côa, devido à descoberta de gravuras rupestres, fez antecipar a data para 1998/99.

No entanto, o projecto de "Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo Sabor" - que deveria estar já a produzir energia eléctrica este ano - foi sendo sucessivamente adiado.


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