Clube de Pequenos Acionistas considera "injusto" preço da OPA da Sonae sobre Sonaecom

A Maxyield - Clube dos Pequenos Acionistas considerou hoje "injusto" o preço da oferta pública de aquisição (OPA) da Sonae sobre a Sonaecom e recomendou aos associados que não alienem os títulos da empresa na operação.

Lusa /

Em 21 de dezembro, a Sonae anunciou uma OPA sobre as ações não detidas da Sonaecom, com uma contrapartida de 2,50 euros por ação.

"A Maxyield não é contra a OPA e subsequentes mecanismos de aquisição potestativa, decorrentes dos procedimentos que venham a ter lugar nos termos da lei", refere a entidade, em comunicado.

No entanto, "é claramente contra o baixo preço da oferta no montante de 2,5 euros por ação", já que, "presentemente, o valor contabilístico da ação encontra-se em torno de 4,5 euros por ação, sendo incompreensível o montante que a Sonae pretende pagar pela aquisição das ações em poder dos restantes acionistas", argumenta.

Neste contexto, "a Maxyield não considera justo o preço oferecido e é sua convicção de que deve ser considerado não equitativo à luz do direito aplicável", prossegue a associação que representa os pequenos acionistas.

Em informação disponibilizada no seu `site`, a entidade refere que no passado dia 16 de setembro "o Conselho de Administração da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários [CMVM] deliberou conceder o registo da associação de defesa dos investidores à Maxyield -- Clube dos Pequenos Acionistas, consolidando o seu papel de referência associativa" nesta área.

"Infelizmente, quer o anúncio preliminar da OPA, quer o relatório de 04 de janeiro do Conselho de Administração da Sonaecom SGPS sobre as condições da oferta e sobre o projeto de prospeto a enviar à CMVM omitem totalmente o valor contabilístico da ação e as razões de um preço muito inferior ao registado nas suas contas, numa evidente subtração de valor aos pequenos investidores", lamenta.

A Maxyield "aguarda que a CMVM se pronuncie, na convicção de que serão salvaguardados os direitos dos acionistas minoritários e o tratamento justo dos investidores, no quadro da eficiência e transparência do mercado de capitais", adianta.

Face a isto, a Maxyield "aconselha aos seus associados a não vender as ações da Sonaecom, sendo que daí não resulta nenhum prejuízo em caso de eventual aquisição potestativa na sequência de OPA, cujo processo por ora não se dá por adquirido, pois a Sonae não dispõe, presentemente, de 90% do capital para proceder ao domínio total da Sonaecom".

A Sonae detinha, direta e indiretamente, em 06 de janeiro, 276.031.677 ações da Sonaecom, representativas de mais de 88% dos direitos de voto na empresa, de acordo com informação divulgada na altura.

A percentagem de direitos de voto corresponde a 90,081%, tal como foi comunicado ao mercado em 23 de dezembro, se forem excluídas as ações próprias detidas pela Sonaecom, cujo exercício do direito de voto se encontra suspenso.

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