CMVM levanta suspensão das ações do Banco Espírito Santo em bolsa
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) determinou esta manhã o levantamento da suspensão das ações do Banco Espírito Santo (BES), que estavam sem transacionar desde quinta-feira ao início da tarde. Os títulos retomaram as negociações em recuperação.
As ações mantiveram-se suspensas no arranque das negociações em bolsa por decisão do regulador, que estava a avaliar "a informação prestada" pela entidade financeira sobre a sua exposição ao Grupo Espírito Santo ao final da noite de de quinta-feira.As ações do BES retomaram entretanto as negociações a valorizarem-se 3,09 por cento. Pelas 11h38, seguiam a subir 3,09 por cento para 53 cêntimos. Os títulos do Espírito Santo Financial Group continuam suspensos.
"O Conselho Diretivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) deliberou o levantamento da suspensão da negociação das ações do Banco Espírito Santo, S.A., por terem cessado os motivos que justificaram a suspensão", refere o regulador do mercado em comunicado.
A determinação da suspensão das ações do BES por parte da CMVM foi feita na quinta-feira de manhã, com o regulador a explicar que aguardava por "informação relevante" por parte da instituição financeira e depois de o Espírito Santo Financial Group ter solicitado a suspensão da negociação dos seus títulos e obrigações nas bolsas de Lisboa e do Luxemburgo.
Já perto das 0h00, o BES emitiu um comunicado a garantir que que as potenciais perdas resultantes da exposição ao GES "não põem em causa o cumprimento dos rácios de capital".
No texto o banco explica que a almofada de capital de que dispõe, no valor de cerca de 2,1 mil milhões de euros, é suficiente para fazer face à exposição que tem ao GES.
A instituição comprometeu-se ainda "a não aumentar a exposição total ao Grupo Espírito Santo", que a 30 de junho era de 1,18 mil milhões de euros.
Na altura da suspensão, na quinta-feira, as ações do BES perdiam mais de 17 por cento para 51 cêntimos, enquanto as do ESFG interromperam as transações quando estavam a cair 8,9 por cento para 1,19 euros.