Cobrança chega a autoestradas maiores, mas com menos tráfego
A cobrança de portagens virtuais chega no final de outubro a quatro autoestradas que têm o dobro da extensão das primeiras três antigas SCUT, mas metade do tráfego.
As autoestradas do Algarve (A22), Beira Interior (A23), Interior Norte (A24) e Beiras Litoral e Alta (A25) têm uma extensão total de 637 quilómetros e um tráfego diário médio no primeiro semestre que variou entre 6.327 (A24) e 14.558 (A22) veículos.
As concessões do Norte Litoral (A27/A28), Grande Porto (A4/VRI/A41/A42) e Costa de Prata (A17/A29/A44) têm uma extensão total de 272 quilómetros e um tráfego médio entre 20.694 (Costa de Prata) e 22.065 (Grande Porto) veículos por dia.
Segundo dados da Direção-Geral do Tesouro e Finanças, referentes a 30 de junho de 2010, as sete concessões envolveram custos totais de construção/exploração de 3.212 milhões de euros e encargos líquidos para o Estado de 5.828 milhões de euros.
A mais cara foi a A25 (628 ME de investimento em construção/exploração e 1.310 ME de encargos do Estado) e a mais barata a A22 (229 ME, 447 ME).
No seu conjunto, as três antigas estradas sem custos para o utilizador envolveram um investimento em construção/exploração de 1.133 milhões de euros (2.099 ME de encargos do Estado) e as quatro que no final de outubro deixarão de ser SCUT 2.079 milhões de euros (3.729 ME).
Estes valores não contabilizam, contudo, os adicionais que o Estado tem de pagar pela renegociação dos contratos com as concessionárias resultantes da introdução de portagens nas antigas SCUT.
Globalmente, de acordo com os relatórios de tráfego dos dois primeiros trimestres de 2011 divulgados pelo Instituto de Infraestruturas Rodoviárias (InRI), a concessão da Costa de Prata registou uma queda de tráfego de 46,2 por cento no primeiro semestre relativamente ao período homólogo de 2010.
Na concessão Grande Porto, a queda foi de 43,4 por cento e na Norte Litoral (ainda parcialmente isenta de portagens) de 25,4 por cento.
Integrada na concessão Norte Litoral, mas ainda sem portagens, a autoestrada que liga Viana do Castelo a Ponte de Lima (A27) registou num ano uma redução de tráfego médio diário de 16,7 por cento.
Apesar de ainda não terem portagens, as quatro últimas SCUT também registaram quedas de tráfego no primeiro semestre relativamente ao período homólogo de 2010, que oscilaram entre os 3,3 por cento da A24 e os 7,7 por cento da A25.
Na Via do Infante (A22), a queda foi de sete por cento e na Beira Interior (A23) de 5,1 por cento.