Coimbra com prejuízos de 15,2 milhões em equipamentos e infraestruturas municipais
A Câmara de Coimbra contabilizou cerca de 15,2 milhões de euros em intervenções em equipamentos municipais afetados pelo mau tempo e apontou também para a necessidade de investimentos de 29,1 milhões de euros na regularização de rios.
A Câmara de Coimbra estimou um impacto de 15,2 milhões de euros para intervenções em equipamentos e infraestruturas municipais afetadas pelo mau tempo que se fez sentir na região Centro do país, disse fonte oficial do município, em resposta à agência Lusa, esclarecendo que os valores totalizam intervenções urgentes já realizadas e estimativas para recuperar dos restantes danos registados.
Entre os investimentos, o município liderado por Ana Abrunhosa (PS/Livre/PAN) apontou para 3,8 milhões de euros na estabilização de taludes e dois milhões de euros na reabilitação de estradas, pontes e pontões.
A Câmara de Coimbra estimou ainda a necessidade de 1,5 milhões de euros no Aeródromo Municipal, um milhão de euros no Cemitério da Conchada, 700 mil euros em habitação municipal afetada e 600 mil euros no Jardim da Sereia, localizado no centro da cidade, afirmou a mesma fonte.
Além do impacto do comboio de tempestades em infraestruturas municipais, a Câmara apontou também para a necessidade de desassoreamento e regularização dos rios Mondego, Ceira e Dueça, num total estimado de 11,7 milhões de euros.
Num concelho particularmente afetado pela subida do caudal dos rios e consequentes inundações, o município estimou também a necessidade de investimento de 16,3 milhões de euros na regularização e estabilização das margens do Mondego.
Para lá do equipamento municipal e da necessidade de investimentos no plano hidrográfico, o município contabilizou ainda cerca de 1,8 milhões de euros de prejuízo em equipamentos de coletividades e instituições particulares de solidariedade social do concelho, acrescentou fonte oficial da Câmara de Coimbra.
Coimbra atingiu um nível recorde de precipitação entre outubro e fevereiro, segundo o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado, que no final de fevereiro admitiu uma "situação excecional" em que a chuva encheu a barragem da Aguieira 3,5 vezes.
O responsável defendeu, na altura, a atualização do projeto hidráulico, "em função daquilo que é o regime de precipitação, o regime hidrológico e, no fundo, torná-lo mais resiliente e adaptado às alterações climáticas".
Várias tempestades assolaram Portugal continental desde o final de janeiro, tendo sido a mais violenta a depressão Kristin, em 28 de janeiro.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.