"Colômbia é mercado estratégico para as empresas portuguesas" - ProExport
Lisboa, 23 out (Lusa) - A Colômbia é um mercado estratégico para as empresas portuguesas, defendeu hoje, em declarações à Lusa, o vice-presidente da ProExport, entidade colombiana responsável pela captação de investimento direto estrangeiro, promoção do turismo e das exportações.
"No ano passado a economia colombiana cresceu 6% e este ano irá crescer entre 4% a 5%. É um país que permite às empresas instalarem-se na Colômbia para chegar a outros mercados da região, por isso é estratégico para as empresas portuguesas", explicou Juan Carlos Gonzalez.
"A Colômbia e Portugal estão a viver momentos importantes de oportunidade nas suas relações económicas. Para nós é importante atrair investimento português, desenvolver negócios entre os dois países", acrescentou.
Juan Carlos Gonzalez, que participou hoje num seminário sobre oportunidades de investimento na Colômbia, lembrou que há três meses a ProExport, uma congénere da portuguesa AICEP, abriu um escritório em Lisboa porque "há interesses conjuntos, empresas portuguesas interessadas no mercado colombiano" e vice-versa.
"Queremos apresentar às empresas portuguesas o nosso potencial. Estivémos hoje em Lisboa, mas também vamos ao Porto e a Viseu".
Juan Carlos Gonzalez destacou como vantagens que a Colômbia é o terceiro maior recetor de investimento estrangeiro na sua região, tem acordos de livre comércio, entre os quais com os EUA e o Canadá, e com a União Europeia, e é um mercado que está a crescer rapidamente.
Além disso, Portugal é "a porta de entrada para a Europa e tem relações fortes com África que interessa às empresas colombianas explorar".
O responsável adiantou que o Presidente colombiano visita Portugal em novembro, o que servirá também para reforçar as relações bilaterais.
O responsável colombiano referiu que as potencialidades de Portugal têm sido analisadas, destacando as áreas das infraestruturas, que considerou "muito fortes", a energia, logística para o comércio externo ou até as tecnologias de informação.
Por outro lado, disse, há empresas como o grupo Pestana e a Jerónimo Martins que estão a entrar na Colômbia.
Por isso, "estou muito otimista", sublinhou.
Entre janeiro e agosto, as exportações para a Colômbia aumentaram 174%, para 21,1 milhões de euros, enquanto as importações ascenderam a 193,6 milhões de euros, mais 46 por cento que em igual período do ano passado.