Economia
Combustível não rende? Estudo alerta que carros consomem mais 36% do que o anunciado
Depois das emissões, os consumos. Um estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente revela que o consumo real de combustível é muito superior ao valor verificado nos testes e que é apontado como referência na venda de automóveis. Em média, o relatório prevê que um condutor típico gaste mais 450 euros em combustível por ano face ao que seria previsível. Há automóveis cujo consumo real é 50 por cento superior ao consumo em teste.
A cada nova geração de automóveis, o consumo de combustível é apontado como menor. Mas, afinal, pode não ser bem assim. O estudo “Mind the Gap” indica que, em média, os consumos reais são 36 por cento superiores àqueles que se verificam nos testes.
A diferença maior é atingida pela Mercedes-Benz, uma marca do grupo Daimler. Os carros da marca alemã consomem perto de 50 por cento mais combustível do que o verificado nos testes.

Seguem-se os automóveis da PSA, grupo francês que aglomera as marcas Peugeot e Citroën, e da General Motors, grupo que combina marcas como a Opel, a Vauxhall e a Chrysler.
A federação sublinha ainda que as melhorias na economia de combustível, publicitadas desde 2008 pelas marcas Opel e Vauxhall, não se concretizaram. Antes pelo contrário, os consumos reais são superiores aos verificados antes de 2008.
Os automóveis Mercedes-Benz, Peugeot e Volkswagen consomem, efetivamente, menos do que consumiam em 2008. No entanto, a poupança representa menos de 30 por cento daquela que as marcas publicitam.
Com estes dados, a federação aponta que um motorista típico, que percorra cerca de 20 mil quilómetros por ano, gaste mais 450 euros do que seria suposto, face ao publicitado pelas marcas.
Até 2030, este diferendo fará com que a Europa tenha de importar mais seis mil milhões de barris de petróleo do que seria previsível.
Diesel ou gasolina?
Este estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente encontra-se dedicado quer a veículos a gasóleo, quer a veículos a gasolina. Em ambos os casos, o diferencial entre o consumo real e o consumo em teste tem aumentado consideravelmente.
No início do século, a diferença era de quase dez por cento nos veículos a diesel. Em 2014, o relatório aponta para uma diferença de 38 por cento. A diferença nos veículos a gasolina é inferior, mas também cresceu de forma galopante.

Em 2001, o diferencial entre consumo real e consumo em teste nos veículos a gasolina era pouco superior a cinco por cento. Em 2014, estes automóveis consomem, em média, mais 33 por cento do que o indicado nos testes.
A diferença é ainda superior nos carros híbridos, com os consumos reais a serem 45 por cento superiores ao verificado em situação de teste.A federação propõe também que seja criada uma autoridade europeia que se certifique da consistência, fidedignidade e independência dos controlos
Em causa, avisa a federação, está sobretudo a forma como os testes realizados são “obsoletos” e manipuláveis.
O relatório ressalva que este estudo não prova a utilização de aparelhos para falsificar os testes, à semelhança daqueles que a Volkswagen já admitiu ter instalado em milhões de veículos.
O que o estudo reforça, frisa a federação, é a necessidade de proceder a investigações amplas e alterar os testes atualmente realizados. O grupo propõe a realização de um novo modelo de teste, mas sublinha que tal não será suficiente.
A federação propõe também que seja criada uma autoridade europeia que se certifique da consistência, fidedignidade e independência dos controlos.
O estudo aponta que também as emissões de dióxido de carbono são muito superiores aos verificados em situação de teste. O relatório estima que, em média, as emissões reais são 40 por cento superiores aos valores indicados pelos construtores.
A Federação Europeia para os Transportes e o Ambiente alerta que, em 2020, a diferença poderá ser superior a 50 por cento.
A diferença maior é atingida pela Mercedes-Benz, uma marca do grupo Daimler. Os carros da marca alemã consomem perto de 50 por cento mais combustível do que o verificado nos testes.
Seguem-se os automóveis da PSA, grupo francês que aglomera as marcas Peugeot e Citroën, e da General Motors, grupo que combina marcas como a Opel, a Vauxhall e a Chrysler.
A federação sublinha ainda que as melhorias na economia de combustível, publicitadas desde 2008 pelas marcas Opel e Vauxhall, não se concretizaram. Antes pelo contrário, os consumos reais são superiores aos verificados antes de 2008.
Os automóveis Mercedes-Benz, Peugeot e Volkswagen consomem, efetivamente, menos do que consumiam em 2008. No entanto, a poupança representa menos de 30 por cento daquela que as marcas publicitam.
Com estes dados, a federação aponta que um motorista típico, que percorra cerca de 20 mil quilómetros por ano, gaste mais 450 euros do que seria suposto, face ao publicitado pelas marcas.
Até 2030, este diferendo fará com que a Europa tenha de importar mais seis mil milhões de barris de petróleo do que seria previsível.
Diesel ou gasolina?
Este estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente encontra-se dedicado quer a veículos a gasóleo, quer a veículos a gasolina. Em ambos os casos, o diferencial entre o consumo real e o consumo em teste tem aumentado consideravelmente.
No início do século, a diferença era de quase dez por cento nos veículos a diesel. Em 2014, o relatório aponta para uma diferença de 38 por cento. A diferença nos veículos a gasolina é inferior, mas também cresceu de forma galopante.
Em 2001, o diferencial entre consumo real e consumo em teste nos veículos a gasolina era pouco superior a cinco por cento. Em 2014, estes automóveis consomem, em média, mais 33 por cento do que o indicado nos testes.
A diferença é ainda superior nos carros híbridos, com os consumos reais a serem 45 por cento superiores ao verificado em situação de teste.A federação propõe também que seja criada uma autoridade europeia que se certifique da consistência, fidedignidade e independência dos controlos
Em causa, avisa a federação, está sobretudo a forma como os testes realizados são “obsoletos” e manipuláveis.
O relatório ressalva que este estudo não prova a utilização de aparelhos para falsificar os testes, à semelhança daqueles que a Volkswagen já admitiu ter instalado em milhões de veículos.
O que o estudo reforça, frisa a federação, é a necessidade de proceder a investigações amplas e alterar os testes atualmente realizados. O grupo propõe a realização de um novo modelo de teste, mas sublinha que tal não será suficiente.
A federação propõe também que seja criada uma autoridade europeia que se certifique da consistência, fidedignidade e independência dos controlos.
O estudo aponta que também as emissões de dióxido de carbono são muito superiores aos verificados em situação de teste. O relatório estima que, em média, as emissões reais são 40 por cento superiores aos valores indicados pelos construtores.
A Federação Europeia para os Transportes e o Ambiente alerta que, em 2020, a diferença poderá ser superior a 50 por cento.