Economia
Comissão Europeia insiste em "amplo consenso político"
Bruxelas entende que há um “bom progresso” na negociação do programa de resgate financeiro para Portugal, mas sublinha que as “discussões continuam” até que seja possível concluir um plano “ambicioso”. Numa altura em que se acentua a clivagem entre socialistas e social-democratas, o porta-voz do comissário europeu dos Assuntos Económicos coloca uma vez mais a ênfase na necessidade de “um amplo consenso político”.
“É importante chegar a acordo sobre um programa ambicioso que irá permitir a Portugal enfrentar com sucesso os desafios do futuro e que seja apoiado por um amplo consenso político”, afirmou hoje o porta-voz do comissário Olli Rehn, em declarações à agência Lusa.
Em Lisboa desde a noite de segunda-feira – um indício de que o fecho do programa de resgate português pode estar para breve -, Amadeu Altafaj Tardio escusou-se a “comentar o conteúdo das discussões em curso”, remetendo todos os “detalhes” para uma futura conferência de imprensa, “quando esta se realizar”.
Horas antes, em declarações à Rádio Renascença, o porta-voz do comissário europeu dos Assuntos Económicos havia já evitado falar de “prazos” para a conclusão das negociações com o Governo de gestão. Falara também da importância do apoio das forças partidárias: “Vai terminar quando ficar pronto e é importante, tal como já afirmaram os ministros das Finanças do Eurogrupo e do Ecofin, obter-se um apoio partidário alargado por parte da Oposição. Eles têm um papel importante nestas discussões. Aguardamos pelas suas sugestões e feedback e que elas reflitam esse apoio”.
“Razões para nervosismo”
Quem não esconde que “existem razões para nervosismo”, face ao quadro político português, é o presidente do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Numa entrevista ontem publicada pelo jornal alemão Handelsblatt, Klaus Regling assinalou que “mesmo um governo completamente operacional com uma forte maioria parlamentar teria problemas em aprovar um programa de reformas tão drástico”. “Já tive essa experiência várias vezes no Fundo Monetário Internacional e em Portugal é ainda mais difícil, porque o Governo está apenas em gestão e em breve vai haver eleições”, acrescentou.
Na capital portuguesa há duas semanas, a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu (BCE) está a ultimar o programa de resgate financeiro para o país, na sequência do pedido formulado pelo primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, a 6 de abril. Uma vez concluídas as negociações, será produzido um memorando de entendimento. O documento será, depois, submetido ao escrutínio dos ministros europeus das Finanças. A reunião do Ecofin está prevista para 16 de maio.
Uma fonte próxima das negociações, citada pela Lusa, adiantou que os representantes do FMI e das instituições europeias farão a explicação do memorando na representação permanente da Comissão Europeia em Lisboa. Garantiu, no entanto, que “neste momento ainda não há data e hora marcadas”.
Em Lisboa desde a noite de segunda-feira – um indício de que o fecho do programa de resgate português pode estar para breve -, Amadeu Altafaj Tardio escusou-se a “comentar o conteúdo das discussões em curso”, remetendo todos os “detalhes” para uma futura conferência de imprensa, “quando esta se realizar”.
Horas antes, em declarações à Rádio Renascença, o porta-voz do comissário europeu dos Assuntos Económicos havia já evitado falar de “prazos” para a conclusão das negociações com o Governo de gestão. Falara também da importância do apoio das forças partidárias: “Vai terminar quando ficar pronto e é importante, tal como já afirmaram os ministros das Finanças do Eurogrupo e do Ecofin, obter-se um apoio partidário alargado por parte da Oposição. Eles têm um papel importante nestas discussões. Aguardamos pelas suas sugestões e feedback e que elas reflitam esse apoio”.
“Razões para nervosismo”
Quem não esconde que “existem razões para nervosismo”, face ao quadro político português, é o presidente do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). Numa entrevista ontem publicada pelo jornal alemão Handelsblatt, Klaus Regling assinalou que “mesmo um governo completamente operacional com uma forte maioria parlamentar teria problemas em aprovar um programa de reformas tão drástico”. “Já tive essa experiência várias vezes no Fundo Monetário Internacional e em Portugal é ainda mais difícil, porque o Governo está apenas em gestão e em breve vai haver eleições”, acrescentou.
Na capital portuguesa há duas semanas, a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu (BCE) está a ultimar o programa de resgate financeiro para o país, na sequência do pedido formulado pelo primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, a 6 de abril. Uma vez concluídas as negociações, será produzido um memorando de entendimento. O documento será, depois, submetido ao escrutínio dos ministros europeus das Finanças. A reunião do Ecofin está prevista para 16 de maio.
Uma fonte próxima das negociações, citada pela Lusa, adiantou que os representantes do FMI e das instituições europeias farão a explicação do memorando na representação permanente da Comissão Europeia em Lisboa. Garantiu, no entanto, que “neste momento ainda não há data e hora marcadas”.