Comissário europeu diz euro é "casamento" e não será dissolvido

O comissário europeu dos Assuntos Financeiros, Joaquin Almunia, afastou hoje a hipótese de o euro ser afectado pela rejeição do tratado constitucional europeu, asseverando que a moeda única é "casamento" que não será dissolvido.

Agência LUSA /

"Não há nenhum motivo para que a crise política" devida à rejeição da constituição europeia em referendos na França e Holanda, "afecte o euro", dado que o tratado "não acrescenta nada às normas que regem a união monetária", afirmou Almunia em entrevista hoje publicada no diário italiano Corriere della Sera.

"O euro é um casamento à antiga, daqueles que se faziam quando não existia o divórcio", adiantou.

Para Almunia, o euro é hoje "mais forte e credível" e "todos os europeus estão orgulhosos de ter criado uma moeda única que tem vindo a reforçar-se".

Na sexta-feira, o ministro do Trabalho italiano, Roberto Maroni, sugeriu que seja referendada no país a reintrodução da antiga moeda, a Lira, que circularia em simultâneo com o euro, ideia posteriormente afastada pelo Governo.

O euro atingiu na quarta-feira o valor face ao dólar mais baixo dos últimos oito meses e registou até sexta-feira a maior descida semanal deste ano.

O comissário espanhol remete para "alguns" estados-membros as situações de tensão vividas entre alguns países-membros e Bruxelas devido às exigências comunitárias, nomeadamente relacionadas com o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).

"Vários líderes têm o mau hábito de atribuir os êxitos ao Governo nacional e descarregar os insucessos na Europa", afirma na referida entrevista.

Para que seja "preservado o património da União Monetária", adiantou, o PEC deve ser aplicado "de modo sério e rigoroso".

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