"Compromisso Portugal" discute modelo económico-social na sua 2ª convenção

A iniciativa Compromisso Portugal realiza a 21 de Setembro a segunda convenção, propondo-se apresentar propostas sobre um modelo económico-social para o país e especificamente sobre como deve estar organizado e qual deve ser a dimensão do Estado.

Agência LUSA /

Para já, António Carrapatoso, da Vodafone, e Joaquim Góis, do banco BES, que integram a comissão promotora, apontaram hoje o papel "excessivo" do Estado nalgumas áreas, como por exemplo a educação, e a pouca qualidade de alguns serviços públicos.

Passados dois anos da primeira iniciativa "estamos inconformados", afirmou Carrapatoso, considerando que "o país continua com atrasos estruturais significativos e, tudo indica, que nos esperamos mais alguns anos de estagnação", daí o "contributo" que este movimento quer dar.

"Há serviços prestados pelo Estado que este pode deixar de prestar e passar para sociedade civil e outros pode partilhar", advogava Carrapatoso.

Para isso "é preciso saber quais são as responsabilidades que o Estado tem que o obrigam a ter o nível de despesa actual [48 por cento do PIB é consumido em despesa pública], saber quais se podem transferir e assim libertar recursos para a sociedade privada", insistiu Joaquim Góis.

Os gestores, que apresentaram os resultados da primeira reunião de preparação do encontro, frisaram que a visão estratégica do modelo económico-social para Portugal cabe aos diferentes Governos mas também á sociedade civil, defendo a "auto-responsabilização" desta.

A iniciativa Compromisso Portugal, que na primeira convenção reuniu cerca de 500 pessoas, maioritariamente gestores, advogados e alguns empresários, pretende também beneficiar de intervenções, no encontro de Setembro próximo, sobre transformações do modelo económico- social verificadas noutros países.

Em sessões próprias vão ser discutidos seis temas específicos, começando pelo papel do Estado, o peso que deve ter e como financiar as suas despesas, quais as suas contribuições fundamentais, as garantias que este deve dar e como dever prestar os seus serviços e como aumentar a qualidade e eficiência das instituições públicas.

Os outros temas são o modelo social e que regime de segurança social, a justiça, a educação, o ordenamento do território e a qualidade do ambiente e, por último, o enquadramento á competitividade empresarial.

A coordenar a discussão destes temas vão alguns membros da comissão promotora da iniciativa, como António Mexia, Nuno Ribeiro da Fonseca, Fernando Pacheco, António Nogueira Leite, Joaquim Góis, Carlos Pereira da Silva e João Vieira de Almeida.


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