Concorrência analisa compra da Schlecker pelos supermercados DIA
Lisboa, 14 dez (lusa) - A Autoridade da Concorrência está a analisar a compra pelos supermercados DIA do negócio do grupo espanhol Schlecker em Portugal, onde tem estabelecimentos em 24 concelhos.
A operação de concentração de empresas foi notificada na semana passada e vai permitir aos espanhóis da DIA ficar com o controlo exclusivo do grupo Schlecker, uma sociedade espanhola de venda a retalho de produtos de perfumaria e higiene pessoal e que comercializa também produtos de drogaria e produtos básicos no ramo da alimentação.
A totalidade das ações da Schlecker é comprada pela Dia, sociedade espanhola que detém a sociedade Dia Portugal, que tem como atividade principal o comércio a retalho de produtos de base alimentar, através de estabelecimentos próprios ou em regime de franquia, com a marca DIA.
Em Portugal, os estabelecimentos com a marca Schlecker estão situados nos concelhos do Porto, Vila Nova de Gaia, Senhora da Hora, Matosinhos, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Bragança, Viana do Castelo, Mem Martins, Lisboa, Porto de Mós, Almada, Cantanhede, Braga, Sintra, Espinho, Ermesinde, Santo Tirso, Portimão, Póvoa de Varzim, Aveiro, Coimbra, Caldas da Rainha e Amadora.
Em finais de setembro, o grupo Dia anunciou em Madrid a compra do negócio do grupo alemão Schlecker em Portugal e também em Espanha, numa operação que avaliou em 70,5 milhões de euros e que tenciona fechar antes de abril de 2013.
O Dia incorpora assim uma rede de 41 lojas em Portugal e de 1.127 em Espanha, e mais quatro centros de distribuição, dos quais um em Portugal.
No ano passado as vendas da Schlecker na Península Ibérica ascenderam a 318 milhões de euros, empregando o grupo mais de quatro mil pessoas.
Com a integração deste grupo, o Dia passará a contar com uma rede de mais de 600 lojas em Portugal e de mais de 4.000 em Espanha.
O lucro líquido do grupo Dia caiu 19,3 por cento no ano passado, para 94,4 milhões de euros, uma queda justificada pela venda em 2010 do seu negócio na Grécia. Retirando esse valor extraordinário, os lucros aumentaram 150 por cento em 2011.