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Confederação da Indústria defende acordo Mercosul-UE

Confederação da Indústria defende acordo Mercosul-UE

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu a necessidade do país dar prioridade aos acordos bilaterais e regionais de comércio, nomeadamente o do Mercosul com a União Europeia, face aos recentes impasses da Ronda de Doha.

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"As negociações entre Mercosul e União Europeia para criação de uma área de livre comércio prolongam-se por oito anos e já acumulam uma boa base de entendimentos para que se avance em direcção a um acordo final", diz o documento divulgado pela CNI, entidade máxima de representação da indústria brasileira.

O comunicado refere que o fórum da Organização Mundial do Comércio, apesar de ser considerado uma prioridade para o Brasil, "não substitui os acordos regionais num cenário de proliferação de blocos comerciais".

"As negociações no âmbito da OMC dificilmente garantirão um salto significativo nas condições de acesso aos mercados externos", explica-se no documento.

Para além da UE, a CNI aponta como mercados prioritários os Estados Unidos, México, Índia, África do Sul e países do Conselho de Cooperação do Golfo, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Na avaliação da CNI, o recente desempenho exportador do Brasil não foi favorecido pela participação do país nas negociações comerciais.

Desde a criação do Mercosul, em 1991, o Brasil não conseguiu concluir nenhum acordo comercial relevante.

Para além dos acordos de livre comércio firmados em conjunto pelo Mercosul - com Chile, Bolívia e Comunidade Andina - os demais negociados (México, Índia e África do Sul) são muito limitados, segundo a confederação.

A CNI defendeu ainda a consolidação da área de livre comércio na América do Sul para evitar eventuais retrocessos que coloquem em risco a integração e um maior pragmatismo nas relações comerciais com a China.

"Traçar estratégias para aproveitar as oportunidades e a mitigar as ameaças que a China representa para o comércio exterior brasileiro", defende ainda a Confederação da Indústria.


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