Economia
Confirmada candidatura de Cadilhe à liderança do BCP
Está confirmada a corrida de Miguel Cadilhe à liderança do BCP. Em comunicado divulgado hoje, o presidente da Mesa da Assembleia-Geral confirmou ter recebido a segunda proposta de lista para eleição do Conselho de Administração Executivo do banco.
A lista apresentada por Miguel Cadilhe foi aceite e será submetida à Assembleia-Geral. A informação foi prestada em comunicado enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
A lista é presidida por Miguel Cadilhe e integra os vogais Alexandre Alberto Bastos Gomes, António Bagão Félix, Carlos Alcobia, João Carlos Carvalho das Neves, Manuel João Meira Fernandes e Rui Miguel Horta e Costa.
Germano Marques da Silva refere, no comunicado, ter sido recebida no domingo, “às 19h30” na sede do banco, “uma proposta de lista para eleição do Conselho de Administração Executivo apresentada pelo accionista Miguel José Ribeiro Cadilhe”.
Proposta que “depois de analisada foi aceite para ser submetida à Assembleia-Geral no âmbito do ponto dois (deliberar sobre a eleição do Conselho de Administração Executivo para o triénio 2008/2010)”, explica o comunicado.
Miguel Cadilhe ultimou no dia de ontem uma lista alternativa à de Carlos Santos Ferreira para a liderança do BCP. O gesto, disse à RTP o antigo ministro das Finanças, "é um exercício do direito à indignação" face a um processo de "interferência política".
Em directo para o Telejornal, o ex-administrador do Millenium BCP revelou a composição da lista que entregou "por mão própria", ao início da noite, nas instalações do banco no Palácio Atlântico, no Porto.
"É uma lista que quer apostar no futuro do banco", disse Miguel Cadilhe, prometendo para breve a apresentação de um "documento programático" com as suas linhas estratégicas para o maior banco privado português.
Cadilhe condenou, depois, o que disse ser a "interferência política" que tem dominado o processo de escolha do novo Conselho de Administração Executivo do BCP.
"Acho que no maior banco privado português houve uma interferência política a todos os títulos muito pouco admissível. E acho que os accionistas têm o direito de dizer basta e de exercerem os seus direitos com toda a liberdade", enfatizou.
O antigo governante afirmou ter contactado na passada sexta-feira o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, a quem comununicou o seu descontentamento diante de uma "escalada" em torno de "uma das maiores sociedades exportadas" do país.
"O Banco de Portugal não poderia assistir a esta escalada, que é visível na comunicação social, sem dar uma palavra, porque quem cala consente", vincou.
O prazo para apresentação de listas conconcorrentes aos órgãos sociais do banco foi prolongado para as 24 horas de domingo por decisão do presidente da Mesa da Assembleia Geral do BCP, Germano Marques da Silva.
A informação de Germano Marques da Silva foi divulgada na página da Internet da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e aconteceu depois de uma reclamação de Miguel Cadilhe sobre o limite do prazo fixado para apresentação de listas concorrentes aos órgãos sociais do Banco Comercial Português, a submeter à Assembleia Geral de Accionistas marcada para 15 de Janeiro de 2008.
A reclamação de Miguel Cadilhe foi justificada com a necessidade de haver mais tempo para a constituição de uma lista alternativa à encabeçada pelo até agora presidente da Caixa Geral de Depósitos.
Ainda na passada sexta-feira, o fundador do BCP, Jardim Gonçalves, deu luz verde à equipa apresentada por Carlos Santos Ferreira, que renunciou à presidência da Caixa Geral de Depósitos. Uma lista que reúne, de resto, o apoio dos principais accionistas - um deles, o BPI, manifestou mesmo esse apoio pela voz do seu presidente, Fernando Ulrich, em conferência de imprensa.
A lista de Santos Ferreira inclui Armando Vara e Vítor Fernandes, que saem também da Caixa Geral de Depósitos, e quatro elementos do BCP: Paulo Macedo, ex-director-geral dos Impostos, José João Guilherme, Nelson Machado e Luís Pereira Coutinho.
A lista é presidida por Miguel Cadilhe e integra os vogais Alexandre Alberto Bastos Gomes, António Bagão Félix, Carlos Alcobia, João Carlos Carvalho das Neves, Manuel João Meira Fernandes e Rui Miguel Horta e Costa.
Germano Marques da Silva refere, no comunicado, ter sido recebida no domingo, “às 19h30” na sede do banco, “uma proposta de lista para eleição do Conselho de Administração Executivo apresentada pelo accionista Miguel José Ribeiro Cadilhe”.
Proposta que “depois de analisada foi aceite para ser submetida à Assembleia-Geral no âmbito do ponto dois (deliberar sobre a eleição do Conselho de Administração Executivo para o triénio 2008/2010)”, explica o comunicado.
Miguel Cadilhe ultimou no dia de ontem uma lista alternativa à de Carlos Santos Ferreira para a liderança do BCP. O gesto, disse à RTP o antigo ministro das Finanças, "é um exercício do direito à indignação" face a um processo de "interferência política".
Em directo para o Telejornal, o ex-administrador do Millenium BCP revelou a composição da lista que entregou "por mão própria", ao início da noite, nas instalações do banco no Palácio Atlântico, no Porto.
"É uma lista que quer apostar no futuro do banco", disse Miguel Cadilhe, prometendo para breve a apresentação de um "documento programático" com as suas linhas estratégicas para o maior banco privado português.
Cadilhe condenou, depois, o que disse ser a "interferência política" que tem dominado o processo de escolha do novo Conselho de Administração Executivo do BCP.
"Acho que no maior banco privado português houve uma interferência política a todos os títulos muito pouco admissível. E acho que os accionistas têm o direito de dizer basta e de exercerem os seus direitos com toda a liberdade", enfatizou.
O antigo governante afirmou ter contactado na passada sexta-feira o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, a quem comununicou o seu descontentamento diante de uma "escalada" em torno de "uma das maiores sociedades exportadas" do país.
"O Banco de Portugal não poderia assistir a esta escalada, que é visível na comunicação social, sem dar uma palavra, porque quem cala consente", vincou.
O prazo para apresentação de listas conconcorrentes aos órgãos sociais do banco foi prolongado para as 24 horas de domingo por decisão do presidente da Mesa da Assembleia Geral do BCP, Germano Marques da Silva.
A informação de Germano Marques da Silva foi divulgada na página da Internet da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e aconteceu depois de uma reclamação de Miguel Cadilhe sobre o limite do prazo fixado para apresentação de listas concorrentes aos órgãos sociais do Banco Comercial Português, a submeter à Assembleia Geral de Accionistas marcada para 15 de Janeiro de 2008.
A reclamação de Miguel Cadilhe foi justificada com a necessidade de haver mais tempo para a constituição de uma lista alternativa à encabeçada pelo até agora presidente da Caixa Geral de Depósitos.
Ainda na passada sexta-feira, o fundador do BCP, Jardim Gonçalves, deu luz verde à equipa apresentada por Carlos Santos Ferreira, que renunciou à presidência da Caixa Geral de Depósitos. Uma lista que reúne, de resto, o apoio dos principais accionistas - um deles, o BPI, manifestou mesmo esse apoio pela voz do seu presidente, Fernando Ulrich, em conferência de imprensa.
A lista de Santos Ferreira inclui Armando Vara e Vítor Fernandes, que saem também da Caixa Geral de Depósitos, e quatro elementos do BCP: Paulo Macedo, ex-director-geral dos Impostos, José João Guilherme, Nelson Machado e Luís Pereira Coutinho.