Conselho de Finanças Públicas: Previsão de crescimento do Governo para 2017 é "plausível" mas há riscos

O Conselho de Finanças Públicas (CFP) considera que a previsão de crescimento de 1,8% em 2017 apresentada pelo Governo no Programa de Estabilidade 2017-2021 "afigura-se plausível", mas alerta que há riscos para a composição do crescimento nos anos seguintes.

RTP /
RTP

No parecer ao Programa de Estabilidade 2017-2021, hoje divulgado, o CFP afirma que "as previsões efetuadas para 2017 afiguram-se como prováveis, tendo em conta a informação disponível, podendo mesmo a previsão oficial para o consumo privado ser considerada prudente".

A instituição liderada por Teodora Cardoso diz mesmo que "a previsão para o crescimento do PIB real em 2017 apresentada no cenário em análise (1,8%) afigura-se plausível, quer face aos pressupostos assumidos para esse ano, quer face à conjuntura económica atual".

Lê-se ainda no documento divulgado que "de uma forma geral o cenário macroeconómico apresentado pelo MF para o período 2017-2021 apresenta uma composição do crescimento assente no dinamismo do investimento e das exportações que, a concretizar-se, se afigura como a mais adequada para a sustentabilidade do crescimento da economia portuguesa.

Relativamente às previsões para o período de 2018 a 2021, "o conhecimento incompleto das medidas que fundamentem o redirecionamento da FBCF e a moderação do consumo privado face ao aumento do rendimento disponível sugere um risco para a composição do crescimento, de que depende a sua sustentabilidade".

Um risco "particularmente assinalável no que respeita ao contributo positivo da procura externa líquida em todo o horizonte de previsão, que, na ausência de ganhos de termos de troca, tem de assentar em ganhos permanentes de quota de mercado, e/ou numa evolução contida das importações".

O Conselho de Finanças Públicas "reitera que os exercícios de previsão de médio prazo são especialmente relevantes se apoiarem a formulação de políticas baseadas em cenários prudentes e em expectativas moderadas que, caso sejam excedidas, aumentarão a confiança na economia, permitindo, por outro lado, acomodar com maior facilidade eventuais choques adversos não antecipados".

C/ Lusa

Tópicos
PUB