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Conselho Empresarial da Região de Coimbra alerta para danos severos nas estradas

Conselho Empresarial da Região de Coimbra alerta para danos severos nas estradas

Conselho Empresarial da Região de Coimbra alertou hoje para os danos severos que a tempestade Kristin provocou nas estradas e exigiu ação urgente na região que permanece, em muitos pontos, "um verdadeiro cenário de pós-guerra".

Lusa /
Força Aérea Portuguesa - DR

"Não podemos aceitar que, semanas depois da tempestade, continuemos com estradas fechadas, postes caídos e situações de risco evidente. Isto não é apenas uma questão de imagem: é uma questão de segurança e de sobrevivência económica das empresas", sublinhou o presidente do CERC.

De acordo com Hugo Serra, as empresas precisam de funcionar, as pessoas de circular e a região de receber visitantes.

"Assim, é muito difícil atrair turistas e promover o nosso território. Temos uma região extraordinária, mas neste momento estamos a transmitir uma imagem de desorganização: precisamos de respostas rápidas, visíveis e eficazes no terreno, não podemos continuar à espera", acrescentou.

O posicionamento do CERC surgiu cerca de uma semana depois de ter reunido, em Coimbra, com as 13 associações empresariais que integram esta estrutura regional, representando em conjunto mais de 15 mil empresas.

No decorrer da reunião, foi feita uma análise aprofundada da situação no território, na sequência da passagem da tempestade Kristin, sendo "claro e unânime" que existe "uma enorme preocupação com a realidade que empresas e populações continuam a viver diariamente".

"Apesar do tempo já decorrido, a região permanece, em muitos pontos, num verdadeiro cenário de pós-guerra: estradas com árvores ainda caídas; sinalização destruída ou no chão; barreiras de proteção danificadas; vias ainda encerradas ou com circulação condicionada; postes caídos, com fios provisoriamente seguros com arames, colocando em risco pessoas e bens", indicou o CERC.

Na nota de imprensa enviada à agência Lusa, o concelho de Penela é apontado como exemplo evidente desta realidade.

"Existem ainda estradas fechadas (parte do IC3 e ER347 -Estrada da Serra do Espinhal), que causam prejuízos sérios na atividade económica local, constrangimentos significativos à mobilidade das populações e tempos mais longos para dar resposta a emergências. O NEP -- Núcleo Empresarial de Penela já reportou impactos económicos significativos, que continuam a agravar-se com o passar dos dias", referiu.

Segundo o CERC, o problema é transversal a toda a região, onde "a mobilidade está afetada, a circulação de pessoas e mercadorias está comprometida, com consequências muito concretas: empresas com dificuldades em operar normalmente; atrasos em entregas e serviços; perda de clientes; redução da atratividade do território".

Ao Governo, municípios e Infraestruturas de Portugal, o CERC solicitou que "atuem de forma imediata, coordenada e eficaz, garantindo respostas concretas às necessidades do território".

"É urgente assegurar uma intervenção rápida e articulada entre todas as entidades responsáveis; reforçar de imediato as equipas e os meios no terreno para limpeza, reparação e reposição das infraestruturas; resolver prioritariamente as situações de risco, como postes caídos e cabos expostos; reabrir com celeridade as vias encerradas, garantindo condições de segurança; e definir prazos concretos de execução, com uma comunicação transparente e regular junto das populações e das empresas".

Na nota, a estrutura regional relembrou ainda que esta região já tinha sido "fortemente afetada" por incêndios recentes e que esta nova situação "vem aumentar a pressão sobre um tecido empresarial que precisa, mais do que nunca, de estabilidade, previsibilidade e condições para trabalhar".

"Não se trata apenas de limpar estradas. Trata-se de garantir segurança, mobilidade e dignidade a quem aqui vive e investe. A economia precisa de circular e, neste momento, está bloqueada", concluiu Hugo Serra.

 

 

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