Ainda não partiu nenhuma delegação iraniana para o Paquistão
A imprensa de Teerão vem, assim, desmentir notícias internacionais que anunciavam a viagem de representantes iranianos a Islamabad e horários previstos para as conversações entre os EUA e o Irão.
Irão responderá a qualquer nova ação hostil
Um cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os EUA expira esta quarta-feira. Os dois países acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo e ambos reforçaram o controlo sobre o trânsito marítimo no Golfo.
Israel afirma que Hezbollah libanês será desarmado por "meios militares e diplomáticos"
"O objetivo estratégico da campanha no Líbano é o desarmamento do Hezbollah (...) através de uma combinação de medidas militares e diplomáticas", afirmou o ministro, numa cerimónia que comemorava o dia nacional em homenagem aos soldados mortos nas guerras de Israel.
Um cessar-fogo marcado por vários incidentes entrou em vigor na sexta-feira entre Israel e o movimento pró-Irão Hezbollah, e novas negociações "diretas" entre o Líbano e Israel vão decorrer esta quinta-feira em Washington, cerca de dez dias depois da primeira sessão, informou um funcionário do Departamento de Estado norte-americano à AFP esta segunda-feira.
Mas o ministro da Defesa ameaçou o Governo libanês com a continuidade das operações militares caso "continue a desrespeitar as suas obrigações".
"Responderemos na mesma moeda a qualquer ataque" vindo do Líbano, disse Israel Katz.
"O objetivo estratégico da campanha no Líbano é desarmá-lo (...) através de uma combinação de medidas militares e diplomáticas", afirmou Katz. Na segunda-feira, um porta-voz do exército israelita em árabe alertou os residentes de várias aldeias no sul do Líbano para não regressarem, afirmando que as atividades do Hezbollah na zona violavam o cessar-fogo.
Irão executa homem acusado de ligações à Mossad
O Mizan identificou o homem como Amirali Mirjafari, afirmando que tinha sido condenado por incendiar a mesquita Qolhak, em Teerão, e por liderar atividades contra a segurança.
A sua sentença de morte foi confirmada pelo Supremo Tribunal e executada esta terça-feira, acrescentou o Mizan.
Mundo está a viver a "pior crise" energética da história
“Esta é, de facto, a maior crise da história”, disse Fatih Birol à rádio France Inter numa entrevista transmitida na manhã desta terça-feira.
“A crise já é enorme, se juntarmos os efeitos da crise do petróleo e da crise do gás com a Rússia.”
Birol afirmou que serão necessários cerca de dois anos para recuperar a produção de energia perdida no Médio Oriente devido à guerra.
Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel contra o Irão no final de fevereiro, Teerão fechou efetivamente o Estreito de Ormuz às embarcações, permitindo a passagem apenas de um número relativamente reduzido de navios de países “amigos”, como a China, a Malásia e o Paquistão.
O encerramento efetivo do estreito, por onde passa normalmente cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, e os danos nas infraestruturas regionais provocaram a maior disrupção no mercado petrolífero global da sua história, acrescentou a AIE (Agência Internacional de Energia).
Isto levou a receios de uma recessão global e fez com que os preços globais da energia disparassem, levando os países a implementar o racionamento de combustível e restrições ao consumo de eletricidade.
Os EUA continuam a bloquear o estreito depois de terem apreendido um navio cargueiro de bandeira iraniana no domingo, prolongando ainda mais o sofrimento económico sentido em todo o mundo, especialmente pelos países mais pobres que dependem da importação de energia.
Preço do petróleo Brent cai 1,55% à espera de negociações entre EUA e Irão
O preço do petróleo Brent estava hoje a cair 1,55, com os mercados à espera de saber se os Estados Unidos (EUA) e o Irão se voltarão a reunir para negociações de paz no Paquistão.
O preço do petróleo Brent, que serve de referência para a Europa, caía 1,55% e estava a ser negociado a 93,98 dólares (79,82 euros) no mercado de futuros de Londres, às 07:00 (mesma hora em Lisboa), de acordo com dados da Bloomberg.
O crude West Texas Intermediate, usado como referência nos EUA, também caiu 1,75% para 85,89 dólares (72,95 euros) por barril, acrescentou a agência de notícias financeiras.
O Brent para entrega em junho tinha recuperado acentuadamente na segunda-feira, com uma subida superior a 5%, no meio de uma nova escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irão.
Isto depois de Teerão ter voltado a fechar o estreito de Ormuz, na sequência do ataque e apreensão, por parte da Marinha norte-americana, de um navio cargueiro de bandeira iraniana que tentou atravessar o bloqueio naval imposto por Washington.
Neste contexto de tensões renovadas entre os dois países, que ameaçam as negociações de paz, o presidente do parlamento iraniano, que lidera a delegação de Teerão nas conversações com os Estados Unidos, advertiu hoje que não aceitarão "negociações à sombra das ameaças".
Mohammad Bagher Qalibaf voltou a denunciar as violações do cessar-fogo vigente pelos EUA e o bloqueio naval imposto aos portos iranianos, e afirmou que o Irão está a preparar novas estratégias para retomar o conflito armado.
Os futuros das principais bolsas europeias registaram uma ligeira subida na aberta da sessão de hoje.
Às 07:30 (06:30 em Lisboa), os futuros da Bolsa de Frankfurt subiam 0,5%, os da Bolsa de Londres 0,23%, enquanto e o índice Euro Stoxx 50, que acompanha o desempenho das 50 maiores empresas por capitalização bolsista na zona euro, registava uma subida de 0,51%.
Antes da abertura das bolsas europeias, os mercados asiáticos apresentaram resultados mistos, com o índice Shanghai Composite a cair 0,07%, enquanto o Nikkei de Tóquio subiu 1,14% e o Hang Seng de Hong Kong ganhou 0,4%.
Os futuros dos EUA subiram ligeiramente depois de terem fechado em baixa ligeira na segunda-feira.
O euro desvalorizou, negociando a 1,178 dólares, enquanto o ouro caiu 0,5% para 4.796,94 dólares (4.074,47 euros) e a prata negociava a 79,32 dólares (67,37 euros), com uma queda de 0,51%.
O Bitcoin, a moeda digital mais popular no mundo, caiu 0,57% para 75.879,1 dólares (64.451,71 euros).
Conselho de Segurança da ONU condena morte de militar francês no Líbano
Expressando as "mais profundas condolências" às famílias das vítimas, os 15 membros do Conselho reiteraram, em comunicado divulgado na segunda-feira, que "os soldados da paz nunca devem ser alvo de ataques" e pediram que os responsáveis sejam "levados à justiça sem demora".
Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia discutem suspensão de acordo de associação com Israel
A reunião começa às 10h15, no Luxemburgo, e terá quatro pontos de agenda: os atuais acontecimentos no Médio Oriente, com uma intervenção do primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, a guerra na Ucrânia, o Cáucaso do Sul e a situação no Sudão.
O Governo português estará representado na reunião pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos.
No que se refere ao Médio Oriente, um dos principais temas em discussão é a suspensão do acordo de associação entre a UE e Israel, que tem sido frequentemente contestado desde o início da guerra na Faixa de Gaza, mas que voltou à ordem do dia com a ofensiva israelita no Líbano, a extensão de colonatos na Cisjordânia e a aprovação, no parlamento israelita, da pena de morte para palestinianos condenados por ataques terroristas.
Pelo menos quatro pessoas morreram em Gaza após ataques das forças israelitas
O jornal refere que pelo menos três pessoas foram mortas na sequência de um ataque com um aparelho aéreo não tripulado (drone) na zona de Al Amal, Khan Yunis, no sul de Gaza.
As mesmas informações sobre o ataque com drone foram igualmente difundidas pela agência de notícias palestiniana WAFA que identificou as vítimas.
Segundo o jornal Filastin, além dos três mortos no sul do enclave palestiniano, uma residente de Beit Lahia, norte de Gaza, foi vítima de disparos das forças de Israel.
O Exército israelita ainda não se pronunciou sobre estes ataques.
Ministros dos Transportes da União Europeia discutem hoje impactos do conflito no Médio Oriente
“Novas cartas” se ataques forem retomados
JD Vance deverá deslocar-se hoje para o Paquistão
Negociações em dúvida
Donald Trump. Cessar-fogo termina quarta-feira e é "altamente improvável" prolongá-lo sem acordo
O cessar-fogo estava originalmente previsto para expirar na noite de terça-feira, hora do leste dos EUA.
"Não me vou precipitar num mau acordo. Temos todo o tempo do mundo", disse Trump na entrevista.
Quando questionado se esperaria que os combates recomeçassem imediatamente caso não chegassem a acordo, Trump respondeu: "Se não houver acordo, certamente esperaria".
Anteriormente, Trump tinha demonstrado hesitação em relação à possibilidade de prolongar o cessar-fogo. Durante uma sessão de perguntas e respostas com jornalistas, na semana passada, foi questionado cinco vezes sobre a possibilidade de prolongar o cessar-fogo e ofereceu três respostas diferentes.