Consórcio participado pela angolana Somoil vence concessão de bloco petrolífero na Baía

Rio de Janeiro, Brasil, 27 Nov (Lusa) - O consórcio formado pela Petrobras, Starfish, Eaglestar e a angolana Somoil, estreante em leilões no Brasil, ganhou a concessão de um bloco no nono concurso para exploração de petróleo, que está a decorrer no Rio de Janeiro.

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O consórcio, cuja participação da Somoil é de 30 por cento, venceu o concurso para explorar um bloco numa área terrestre da Bacia do Recôncavo, no interior do Estado da Baía, na região Nordeste do país.

No início do leilão, o consórcio formado pela Petrobras, Ecopetrol e Petrogal, da Galp Energia, ganhou a concessão do bloco C-M-593 do sector marítimo SC-AR4-EP, na Bacia de Campos, considerado de elevado potencial.

O nono concurso para a concessão de 271 blocos para exploração de petróleo no Brasil, distribuídos por 14 sectores, numa área de 73 mil quilómetros quadrados, realiza-se hoje e quarta-feira, estando a concorrer 67 empresas, das quais 32 brasileiras e 35 estrangeiras.

Num balanço parcial da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o regulador brasileiro do sector, o leilão de dez dos 14 sectores arrecadou 1,92 mil milhões de reais (707 milhões de euros) em pagamento de bónus pelas empresas.

A principal vencedora foi a empresa OGX, do brasileiro Eike Batista, que venceu 17 blocos sozinha ou em parcerias, com o pagamento de um bónus de 1,56 mil milhões de reais (573 milhões de euros).

Outro destaque foi a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), a maior exportadora de minério de ferro do mundo e estreante em leilões da ANP, que venceu nove blocos em parceria com a Petrobras.

O governo brasileiro tinha inicialmente previsto uma oferta de 312 blocos mas decidiu retirar 41 áreas da Bacia de Santos, Bacia de Campos e Bacia do Espírito Santo, depois das importantes descobertas de petróleo feitas no poço do Tupi pelo consórcio onde participa a Galp.

Dos 271 blocos, 111 são em áreas marítimas de elevado potencial, sobretudo para a produção de gás natural, enquanto 69 blocos situam-se em áreas de novas fronteiras marítimas.

Outros 29 blocos situam-se em áreas de novas fronteiras terrestres, para atrair investimentos para regiões ainda pouco conhecidas geologicamente e os restantes 62 blocos em bacias terrestres maduras, com o objectivo de oferecer oportunidades a pequenas e médias empresas.

ACF/MAN.

Lusa/Fim.


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