Constâncio desvaloriza pedido de demissão, afirma que deu explicações "cabais" ao Parlamento

Lisboa, 18 Jan (Lusa) - O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, desvalorizou hoje o pedido de demissão ou sujeição a uma comissão de inquérito feito pelo líder do CDS-PP, afirmando que prestou "esclarecimentos cabais" ao Parlamento.

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Questionado à saída de uma audiência na comissão parlamentar de Economia e Finanças, Constâncio deixou um recado ao afirmar que as pessoas devem "assumir as responsabilidades das suas decisões".

Vítor Constâncio recusou fazer qualquer comentário às declarações de Paulo Portas, que sugeriu que o governador do Banco de Portugal devia demitir-se ou sujeitar-se à fiscalização por uma comissão de inquérito parlamentar, defendida pelos democratas-cristãos.

Questionado na Sertã sobre as explicações de Vítor Constâncio no Parlamento, Paulo Portas afirmou: "Só ouvi uma parte. O governador diz que em nenhuma parte do mundo a fiscalização é infalível. Mas é por isso que quando falha, se fiscaliza, com uma comissão de inquérito, ou então se muda, com uma demissão".

"As explicações que dei foram abundantes e cabais", considerou Vítor Constâncio, reiterando que o papel de supervisão do Banco de Portugal foi desempenhado "dentro do respeito pela legalidade e pelos princípios deontológicos".

"Espero que todos reflictam sobre isso", frisou ainda o governador do banco de Portugal, referindo-se neste ponto às avaliações positivas que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial fazem sobre o sistema financeiro português e também sobre a supervisão do sector.

"A qualidade do nosso sistema de supervisão é muito positiva, segundo o FMI: activa, profissional e competente, o que constitui um activo para o nosso país", salientou.


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