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Continuam protestos pelo fim das emissões da RCTV

Continuam protestos pelo fim das emissões da RCTV

Seis estudantes ficaram segunda-feira feridos, dois deles gravemente, durante um protesto contra a não renovação da licença do mais antigo canal de televisão do país, na Universidade de Carabobo, 250 quilómetros a Oeste de Caracas.

© 2004 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

Fonte universitária, contactada pela Agência Lusa, explicou que "um grupo de encapuzados +oficialistas+ (afectos ao presidente Hugo Chávez) disparou contra os estudantes", ocasionando "seis feridos, dois deles com gravidade".

A mesma fonte precisou que "quatro estudantes foram feridos por arma de fogo e outros dois por objectos lançados" e que "um dos jovens teve de ser operado porque tinha uma bala alojada na zona do estômago".

Em conferência de imprensa, o ministro venezuelano do Interior e Justiça, Pedro Carreño, confirmou que quatro estudantes tinham sido feridos durante "um incidente com armas de fogo" ocorrido dentro daquela universidade, entre as escolas de Educação e Engenharia.

Ainda em Carabobo presumíveis +oficialistas+ atacaram com garrafas e pedras, um grupo de estudantes da Universidade Arturo Michelena, concentrados junto da sede do diário El Carabobenho, procurando terminar com o protesto.

Desde manhã, que estudantes de diversas cidades venezuelanas se manifestaram contra a decisão do executivo de "tirar do ar" a RCTV, o mais antigo canal de televisão, que deixou de emitir à meia-noite de domingo.

Em Caracas, a Polícia Metropolitana recorreu à força para obrigar os estudantes da Universidade Central da Venezuela a sair daquela instituição. Os estudantes terminaram por concentrar-se na Praça Brión de Chacaíto onde um considerável número de jornalistas se reuniu em defesa da liberdade de expressão e contra o "fim" da RCTV.

O canal televisivo de notícias Globovisión transmitiu imagens da agressividade com que a Polícia Metropolitana tentou dissuadir os jornalistas, que em resposta às balas de borracha, jactos de água e gases lacrimogéneos, se ajoelharam e começaram a gritar "liberdade, liberdade, liberdade", enquanto acenavam com as mãos e erguiam pequenas bandeiras venezuelanas.

Alguns dos estudantes atiraram pedras contra os polícias.

O canal estatal VTV descreveu o protesto como uma concentração política disfarçada de estudantil.

Pelo menos 20 estudantes da Universidade Metropolitana de Caracas tiveram que receber tratamento devido a problemas respiratórios, quando um batalhão da Guarda Nacional (polícia militar) tentou dispersar uma manifestação, dentro daquela instituição.

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